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Real se valoriza com dólar em baixa e maior apetite por risco em Nova York
Moeda americana recua frente a emergentes e fluxo estrangeiro favorece o real; investidores acompanham indicadores dos EUA e cenário macroeconômico.
O dólar opera em queda no mercado à vista na manhã desta sexta-feira (6), acompanhando o movimento de baixa da moeda americana frente a divisas de países emergentes ligados a commodities, impulsionado pelo apetite por risco em Nova York. Por volta das 9h30, a moeda era negociada em baixa de 0,41%, cotada a R$ 5,2317.
No cenário doméstico, o ingresso de capital estrangeiro na bolsa, o amplo diferencial de juros e a Selic ainda elevada — mesmo diante da expectativa de início do ciclo de cortes em março — seguem sustentando o real.
Os investidores aguardam novos dados dos Estados Unidos, como a pesquisa de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, prevista para as 12h. O mercado também monitora reuniões entre representantes do Irã e dos EUA sobre o programa nuclear iraniano. O Ministério das Relações Exteriores de Omã informou nesta sexta-feira que intermediou conversas indiretas entre Irã e Estados Unidos sobre o tema.
Os juros futuros oscilam próximos aos ajustes anteriores, refletindo a alta dos rendimentos dos Treasuries e a queda do dólar. No radar estão ainda o boletim macrofiscal e a entrevista do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda elevou levemente a projeção de inflação para 2026, de 3,5% para "cerca de" 3,6%, acima do centro da meta de 3%. O órgão destacou que o alívio em relação a 2025, quando o IPCA subiu 4,26%, pode viabilizar cortes na taxa Selic, conforme o Balanço Macrofiscal 2025 e perspectivas para 2026.
O secretário Guilherme Mello ressaltou que a política econômica conseguiu manter a inflação baixa mesmo com crescimento econômico e mercado de trabalho aquecido, atribuindo o resultado à atuação conjunta das políticas fiscal, monetária e de crédito.
O IGP-DI registrou alta de 0,20% em janeiro, após avanço de 0,10% em dezembro, segundo a FGV, ficando abaixo da mediana das projeções (0,24%). Em 12 meses, o índice acumula queda de 1,11%.
Para o economista-chefe André Galhardo, da Análise Econômica, o Banco Central tem adotado postura excessivamente cautelosa no ciclo de afrouxamento monetário, estratégia do presidente Gabriel Galípolo para reforçar a credibilidade da instituição.
O Bradesco iniciou 2026 com o compromisso de ampliar o lucro em todos os trimestres e prevê aumento no pagamento de dividendos no ano, segundo o diretor de relações com investidores, André Carvalho, após divulgação do balanço.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona Cinzenta e cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Macapá para investigar irregularidades no RPPS do Amapá, envolvendo investimentos em Letras Financeiras do Banco Master, liquidado pelo Banco Central.
A Finep cancelou um programa de R$ 180 milhões para o desenvolvimento de um veículo lançador de pequenos satélites, após identificar irregularidades na prestação de contas de R$ 24,5 milhões repassados à Akaer.
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