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Projeções de dezembro seguem como referência para decisões sobre juros, diz dirigente do BCE

Madis Muller, presidente do Banco da Estônia, destaca estabilidade da inflação e crescimento moderado na zona do euro, mas alerta para desafios fiscais no longo prazo.

06/02/2026
Projeções de dezembro seguem como referência para decisões sobre juros, diz dirigente do BCE
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Banco da Estônia, Madis Muller, afirmou que as projeções divulgadas pelo Banco Central Europeu (BCE) em dezembro continuam sendo uma base sólida para a condução da política monetária. Segundo Muller, a economia da zona do euro apresenta, no curto prazo, um cenário de relativo equilíbrio, com inflação próxima da meta, crescimento moderado e mercado de trabalho resiliente.

Em artigo publicado nesta sexta-feira, 6, Muller, que integra o conselho geral do BCE, ressaltou que "a projeção de dezembro do BCE continua sendo uma boa base para a tomada de decisões sobre juros", observando que os dados mais recentes não trouxeram surpresas relevantes capazes de alterar esse diagnóstico. Para ele, as estatísticas recentes reforçam a avaliação de que a inflação tende a se estabilizar "próxima de 2% no futuro previsível".

O dirigente pontuou ainda que, no horizonte imediato, a economia da área do euro parece ter alcançado certo equilíbrio, com avanço moderado da atividade e condições financeiras compatíveis com esse cenário. Muller destacou que o crescimento superou expectativas no fim do ano passado e que pesquisas indicam uma visão mais otimista das empresas em relação às perspectivas de curto prazo.

Apesar disso, ele fez um alerta para o longo prazo. Muller observou que o crescimento potencial da zona do euro vem diminuindo e deve se aproximar de 1% nos próximos anos, o que pode impor escolhas difíceis, especialmente para países com déficits fiscais elevados. Segundo ele, altos níveis de endividamento e déficits persistentes reduzem o espaço de manobra da política econômica, sobretudo em um contexto de envelhecimento populacional e aumento dos gastos públicos estruturais.