Geral
Vistoria técnica descarta lançamento de esgoto na orla da Pajuçara
Equipes técnicas esclarecem origem do efluente, explicam relação do odor com a decomposição de algas marinhas e detalham autuação por uso irregular da rede pluvial
Uma vistoria técnica realizada nesta quarta-feira (4) na orla da praia de Pajuçara, com participação de equipes do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam) e da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), confirmou que não há lançamento de esgoto sanitário na faixa de areia nem no mar. Não foi identificado qualquer ponto de despejo de esgoto proveniente de redes públicas ou privadas diretamente na praia.
Durante a inspeção, os técnicos observaram uma água de coloração esbranquiçada em frente a um condomínio residencial. O responsável pela manutenção do condomínio foi chamado para acompanhar a vistoria, e constatou-se que o efluente tinha origem em uma pia usada para lavar panos de limpeza de áreas comuns, como pilotis e guarita. Esses panos continham resíduos de produtos de limpeza, como sabão e cloro.
De acordo com os técnicos, o efluente estava sendo direcionado de maneira inadequada à rede de captação de águas pluviais, cujo destino final, em condições normais, é a faixa de areia, por meio das bocas de lobo. No entanto, não foi verificado que o volume lançado estivesse efetivamente alcançando a faixa de areia, e, devido à quantidade observada, não é possível afirmar que o efluente chegaria ao destino final do sistema. Diante da irregularidade, foi lavrado auto de infração, conforme prevê a legislação ambiental e urbana, e adotadas as medidas administrativas cabíveis.
O diagnóstico foi confirmado por teste com corante, que identificou com precisão a origem do lançamento. As equipes também esclareceram que as línguas de água vistas na faixa de areia estão relacionadas ao retorno natural das marés, sendo água limpa do próprio mar — fenômeno comum em ambientes costeiros, sem relação com esgoto ou efluentes contaminantes.
Sobre o mau cheiro percebido no local, os técnicos explicaram que o odor pode estar associado à presença de Sargassum, um gênero de macroalgas pardas típico do litoral nordestino. O acúmulo dessas algas, especialmente em períodos de maré alta e calor, pode resultar em decomposição, liberando gases com odor desagradável, mas sem indicar contaminação por esgoto.
A Prefeitura de Maceió reforça que mantém ações contínuas de fiscalização, monitoramento e resposta rápida na orla marítima, sobretudo em áreas de grande circulação, e orienta a população a acionar os canais oficiais sempre que identificar irregularidades.
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