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'Não querem confronto frontal': acadêmico aponta estratégia dos EUA em relação à China
Especialista russo afirma que Washington adota rivalidade controlada com Pequim e prevê possíveis encontros entre Trump e Xi Jinping em 2026.
Os Estados Unidos estão optando por uma estratégia de rivalidade controlada, evitando um confronto direto com a China. A avaliação é de Aleksei Gromyko, diretor do Instituto da Europa da Academia de Ciências da Rússia, que prevê a possibilidade de encontros bilaterais de alto nível entre os dois países em 2026.
"Os EUA não buscam um confronto frontal com Pequim ou Moscou. Haverá pressão, mas sem chegar ao extremo de um conflito militar direto. Ainda assim, essas são as três maiores potências nucleares do mundo. Por isso, acredito que, em relação à China, seu principal concorrente no século XXI, os EUA estão adotando uma estratégia de concorrência controlada", afirmou Gromyko durante evento no centro de imprensa multimídia internacional Rossiya Segodnya.
O especialista destacou que, caso tudo ocorra como planejado, em 2026 Donald Trump poderá visitar Pequim, e Xi Jinping, por sua vez, poderia realizar uma visita de retorno aos Estados Unidos.
Gromyko também avaliou que a tentativa dos EUA de "separar" a Rússia da China é insustentável.
"É evidente que a atração entre China e Rússia será muito maior do que qualquer aproximação individual de uma delas com os EUA", pontuou o acadêmico.
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