Geral
Aluguel residencial registra alta de 0,65% em janeiro, aponta FGV
Índice IVAR mostra desaceleração no acumulado em 12 meses, mas preços seguem em elevação nas principais capitais.
Os aluguéis residenciais tiveram alta de 0,65% em janeiro, após avanço de 0,51% em dezembro, segundo o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No acumulado de 12 meses até janeiro, o índice subiu 5,62%, ante 8,85% registrados nos 12 meses encerrados em dezembro.
Desaceleração não indica queda nos preços
De acordo com o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, a desaceleração observada no acumulado de 12 meses se explica por um forte efeito-base, já que o período atual é comparado a uma janela anterior de reajustes mais elevados — como em janeiro de 2023, que teve alta mensal de 3,7%. “Ainda assim, a desaceleração do acumulado em 12 meses não implica, por si só, queda do aluguel ou pausa do movimento de preços. Inclusive, os aluguéis podem seguir registrando aumentos mensais, porém em ritmo compatível com uma normalização do ciclo após um período de maior volatilidade registrada entre 2023 e 2024”, avaliou Dias em nota oficial.
IVAR reflete valores efetivamente negociados
Criado para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais no Brasil, o IVAR utiliza informações de contratos assinados entre locadores e locatários, intermediados por empresas administradoras de imóveis. Antes do índice, a FGV coletava dados a partir de anúncios de imóveis para locação, e não dos valores efetivamente negociados.
Desempenho nas capitais
Entre as quatro capitais analisadas, São Paulo registrou alta de 0,63% em janeiro, ante 0,65% em dezembro. No Rio de Janeiro, o índice saiu da estabilidade (0,0%) para aumento de 0,57%. Em Belo Horizonte, a alta foi de 0,53% em janeiro, após avanço de 1,11% no mês anterior. Porto Alegre teve aumento de 0,78%, frente a 0,25% em dezembro.
No acumulado em 12 meses, os aluguéis subiram 5,64% em São Paulo, 12,71% em Belo Horizonte, 9,98% no Rio de Janeiro e registraram queda de 1,74% em Porto Alegre.
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