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Bolsas europeias têm desempenho misto; queda da Stellantis impacta Milão e Paris

Montadora cai mais de 20% após anunciar baixa contábil bilionária ligada a veículos elétricos

06/02/2026
Bolsas europeias têm desempenho misto; queda da Stellantis impacta Milão e Paris
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Por Patricia Lara*

As principais bolsas da Europa operam sem direção única nesta terça-feira (6), com Frankfurt tentando recuperar parte das perdas recentes e Londres próxima da estabilidade. O cenário é influenciado por sinais de melhora dos futuros de Nova York, após quedas em ações de tecnologia motivadas por preocupações com o impacto da inteligência artificial nas receitas de empresas de software e pelos elevados investimentos no setor.

O destaque negativo do dia é a Stellantis, cujas ações despencam mais de 20% nas bolsas de Paris e Milão. A montadora, dona da Jeep, anunciou uma baixa contábil de cerca de 22,2 bilhões de euros (US$ 26,15 bilhões) em razão da reavaliação dos investimentos em veículos elétricos. O movimento ocorre em meio à revisão das estratégias para carros movidos a bateria, diante de uma demanda abaixo do esperado.

Por volta das 7h29 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,09%, aos 612,19 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuava 0,03%, Paris caía 0,13% e Frankfurt avançava 0,18%. Milão registrava queda de 0,36% e Lisboa subia 0,38%. Madri apresentava alta de 0,4%.

Na Bolsa de Frankfurt, a alta das ações da Rheinmetall, que subiam 3,4% após perdas superiores a 6% na véspera, contribuía para o desempenho positivo. O setor de energia também se destacava, com ganhos para Siemens Energy (1,95%) e E.On (1,23%).

Em Londres, a mineradora Fresnillo subia 2,3%, enquanto Antofagasta permanecia estável e Rio Tinto recuava 0,4%.

Outro destaque negativo era o Société Générale, que caía 4,7% após divulgação de resultados do quarto trimestre. Segundo analistas da Keefe, Bruyette & Woods (KBW), os números parecem mistos, com lucros inflados por impostos e pela área corporativa, e projeções modestas para o próximo ano. O banco francês enfrenta pressão após expectativas elevadas e desempenho superior antes do balanço.

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* Com informações da Dow Jones Newswires.