Geral

Estado de São Paulo confirma nove casos de raiva em morcegos somente em 2026

Casos foram registrados em cidades como São Paulo, Jundiaí, Piracicaba e Sorocaba. Instituto Pasteur alerta para cuidados ao encontrar animais silvestres.

05/02/2026
Estado de São Paulo confirma nove casos de raiva em morcegos somente em 2026
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Estado de São Paulo registrou nove casos de raiva em morcegos do início de 2026 até a última quarta-feira, 4. Foram dois registros na capital (09/01 e 02/02), dois em São José do Rio Preto (08/01 e 15/01) e dois em Jundiaí (13/01 e 22/01). Já Piracicaba (15/01), Cotia (19/01) e Sorocaba (21/01) confirmaram um caso cada.

Há ainda um possível segundo caso de morcego infectado com o vírus da raiva em Sorocaba, registrado na última terça-feira, 3, que aguarda o laudo do laboratório de diagnóstico, segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde.

O Instituto Pasteur, referência no estudo, controle e prevenção da raiva animal e outras encefalites virais, esclarece que devem ser encaminhados para diagnóstico os morcegos encontrados em situações atípicas, como aqueles pousados em horários ou locais incomuns, voando durante o dia, que tenham adentrado residências ou mantido contato com pessoas ou outros animais.

O instituto reforça que não se deve tentar manusear animais silvestres encontrados em áreas urbanas. A orientação é acionar os serviços municipais de saúde para que sejam tomadas as providências necessárias.

Em caso de acidentes envolvendo o animal, como mordidas, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação médica e indicação da profilaxia adequada.

As ações de vigilância, monitoramento e controle são de responsabilidade dos municípios. Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária, a raiva é uma doença zoonótica transmitida após contato com a saliva de mamíferos infectados.

Entre os morcegos, a espécie Desmodus rotundus, conhecida como morcego-vampiro, é apontada pelo Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) como a principal transmissora da doença para outros animais.