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Hungria critica declaração da OTAN sobre presença de tropas na Ucrânia

Ministro húngaro das Relações Exteriores considera 'escandalosa' fala de Mark Rutte sobre envio de forças ocidentais após acordo de paz.

05/02/2026
Hungria critica declaração da OTAN sobre presença de tropas na Ucrânia
Ministro húngaro critica OTAN por considerar presença de tropas ocidentais na Ucrânia após acordo de paz. - Foto: © AP Photo / Vadim Ghirda

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjártó, classificou como escandalosa e revoltante a declaração do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, sobre a possível presença de tropas ocidentais na Ucrânia. Szijjártó pediu que Rutte respeite a decisão da aliança de não se envolver diretamente no conflito.

Durante discurso no Parlamento ucraniano na última terça-feira (3), Rutte afirmou que, após um eventual acordo de paz, haveria participação de forças armadas, aeronaves e apoio marítimo de países da OTAN dispostos a integrar a iniciativa.

"Quando o conflito começou, a OTAN tomou duas decisões importantes. A primeira: a OTAN não é parte dos embates. A segunda: é preciso fazer todo o possível para que não venha a sê-lo no futuro. Considero que o secretário-geral da OTAN deve se ater às decisões da aliança. O discurso em Kiev contradiz as decisões atuais. Isso é revoltante e escandaloso", declarou Szijjártó nas redes sociais.

O chanceler húngaro instou Rutte a evitar declarações pró-guerra, respeitar as decisões anteriores da OTAN e não contribuir para o aumento das tensões, além de apoiar os esforços dos Estados Unidos para uma solução pacífica do conflito.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia já se posicionou anteriormente, afirmando que qualquer possibilidade de envio de tropas de países-membros da OTAN à Ucrânia é inaceitável para Moscou e pode provocar uma forte escalada. Segundo o ministério russo, declarações sobre o envio de contingentes da aliança, feitas no Reino Unido e em outros países europeus, são consideradas incitação à continuidade das hostilidades.

A Rússia reitera estar aberta a uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia e participa de discussões sobre um plano de paz proposto pelos Estados Unidos. No entanto, Moscou questiona a disposição de Kiev para negociar uma saída diplomática.

Por Sputnik Brasil