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Cinco pontos-chave sobre a parceria comercial Brasil–Rússia (parte 1)

Entenda os principais aspectos, oportunidades e desafios do intercâmbio bilateral entre Brasil e Rússia.

05/02/2026
Cinco pontos-chave sobre a parceria comercial Brasil–Rússia (parte 1)
Brasil e Rússia fortalecem parceria comercial com destaque para commodities e insumos estratégicos. - Foto: © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

1. Balança Comercial
A balança comercial entre Brasil e Rússia revela uma relação marcada pela complementaridade e oportunidades. Em 2025, o intercâmbio bilateral atingiu US$ 11 bilhões, consolidando a Rússia como o 12º maior parceiro comercial do Brasil. Apesar do volume expressivo, o saldo permanece deficitário para o lado brasileiro.

Diante desse cenário, o governo brasileiro sinaliza interesse em reequilibrar a relação comercial, defendendo a ampliação do comércio bilateral, especialmente em áreas como minerais críticos e transição energética. O objetivo é reduzir o déficit e aumentar o valor agregado das exportações, diversificando a pauta exportadora.

2. Exportação
As exportações brasileiras para a Rússia estão fortemente concentradas em commodities agrícolas, o que reforça o papel do Brasil como fornecedor de alimentos em um contexto de reconfiguração das cadeias globais. Produtos como soja, café, carne bovina e açúcar lideram a pauta, atendendo à demanda russa por grãos e proteínas, especialmente após a redução das importações vindas de países europeus.

No entanto, especialistas apontam que a concentração excessiva em commodities limita o potencial da relação comercial bilateral.

3. Importação
No campo das importações, a Rússia ocupa posição estratégica para o Brasil no fornecimento de insumos vitais para a economia nacional. Segundo dados da Comtrade, os principais produtos importados pelo Brasil são combustíveis, essenciais para o funcionamento do agronegócio, setor responsável por 29,4% do PIB brasileiro.

A dependência de fertilizantes russos aumentou após a pandemia e o conflito na Ucrânia, levando o Brasil a não aderir às sanções ocidentais e a ampliar as compras de derivados de petróleo russos.

Por Sputnik Brasil