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Relações com BRICS, Rússia e China abrem novas perspectivas para o Sul Global, diz presidente cubano
Miguel Díaz-Canel destaca que cooperação com blocos e potências asiáticas pode fortalecer alternativas de desenvolvimento diante das tensões com os EUA.
Em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos nas últimas semanas, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (5) que a cooperação com o BRICS, a Rússia e a China abre caminho para novas alternativas de desenvolvimento para o Sul Global.
"Precisamos buscar clareza e unidade, que não pode ser apenas retórica, mas uma unidade de ações. Aspirações de integração em todos os blocos possíveis, por meio de esforços conjuntos, defendendo ideias e implementando ações econômicas, comerciais e coordenadas que sustentem o multilateralismo. Acredito que blocos atuais, como o BRICS, demonstram liderança nesse sentido e oferecem diferentes perspectivas para o Sul Global. A cooperação do Sul Global com a China e a Rússia é distinta", afirmou Díaz-Canel.
Segundo o presidente cubano, Cuba enfrenta uma campanha de desinformação e pressão psicológica com o objetivo de minar a unidade nacional, além de gerar desconfiança e incerteza na sociedade cubana.
Métodos semelhantes, acrescentou, já foram utilizados anteriormente contra a Venezuela, onde a agressão foi acompanhada de ações direcionadas de influência sobre a comunidade internacional por meio da mídia e das redes sociais.
Díaz-Canel ressaltou ainda que o Sul Global precisa estar atento aos cenários e ao futuro que lhe estão sendo propostos atualmente.
Tensões entre EUA e Cuba
Em janeiro, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que prevê a imposição de tarifas de importação sobre mercadorias de países que comercializam ou fornecem petróleo a Cuba, além de declarar estado de emergência no território norte-americano, citando uma suposta ameaça à segurança nacional vinda de Havana.
Na última terça-feira (3), a líder mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que o México está disposto a mediar as tensões entre os EUA e Cuba, caso Washington e Havana concordem. "O México [...], na melhor tradição de nossa diplomacia e política exterior, sempre estará disposto a apoiar a soberania dos povos e o diálogo para a solução pacífica de conflitos", destacou.
De acordo com o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, Cuba e os EUA mantêm contatos, mas ainda não há diálogo oficial entre os países.
Por Sputnik Brasil
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