Geral

Petróleo recua mais de 2% com avanço diplomático entre EUA e Irã

Negociações entre Washington e Teerã amenizam tensões e pressionam preços do petróleo, que fecham em queda significativa.

05/02/2026
Petróleo recua mais de 2% com avanço diplomático entre EUA e Irã
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os contratos futuros de petróleo encerraram esta quinta-feira, 5, em forte baixa, com desvalorização superior a 2%. O movimento foi impulsionado por avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã, após dias de tensão que elevaram o risco geopolítico e os prêmios da commodity.

O petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), caiu 2,84% (US$ 1,85), fechando a US$ 63,29 por barril. Já o Brent para abril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 2,83% (US$ 1,91), para US$ 67,55 o barril.

O presidente Donald Trump afirmou que negociações estão em andamento com o Irã. Segundo o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, representantes dos dois países devem se reunir nesta sexta-feira, em Omã. Washington confirmou a realização do diálogo, após impasses sobre o local das conversas ao longo da semana, o que havia gerado dúvidas sobre a concretização do encontro.

De acordo com a consultoria Eurasia, interrupções no fornecimento e riscos geopolíticos devem manter os preços elevados no primeiro trimestre. Entre os principais fatores estão cortes inesperados de produção, especialmente no Cazaquistão e nos EUA, além da tensão entre Washington e Teerã. Caso os preços permaneçam altos, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) poderá aumentar a produção no segundo trimestre, projeta a consultoria.

A produção norte-americana deve se recuperar da crise de inverno, mas tende a se estabilizar ou cair levemente em 2026. Após manter níveis recordes em 2025, próximos da previsão inicial da Eurasia de 14 milhões de barris por dia (bpd), os EUA devem ver sua produção estagnar em 2026, em torno da média de 13,4 a 13,5 milhões de bpd, devido ao prolongamento de preços baixos e à redução de investimentos em novos projetos.

Já a Capital Economics avalia que a produção do Cazaquistão deve se recuperar após recente interrupção significativa, o que pode pressionar ainda mais os preços do petróleo para baixo, aproximando-os de US$ 50 por barril até o fim de 2026.