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Brasil e Rússia querem ir além das commodities, diz Alckmin durante encontro bilateral
Vice-presidente defende diversificação da pauta comercial e ampliação de parcerias em setores estratégicos
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), destacou nesta quinta-feira (5) que Brasil e Rússia possuem amplo potencial para aprofundar a parceria econômica e diversificar a pauta comercial bilateral.
Alckmin participou da abertura do Fórum Empresarial Brasil–Rússia, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília (DF). Na ocasião, ele ressaltou as raízes históricas das relações entre os dois países, que remontam a 1884, quando o Barão do Rio Branco iniciou contatos comerciais em São Petersburgo.
Apesar dos desafios econômicos, políticos e logísticos no cenário internacional, o vice-presidente enfatizou que a relação bilateral é marcada pela complementaridade e por um diálogo consistente. Ele lembrou que o intercâmbio comercial entre Brasil e Rússia ganhou novo fôlego a partir dos anos 2000, alcançando US$ 11 bilhões, embora ainda seja desfavorável ao Brasil.
"A balança comercial é, no entanto, amplamente deficitária para o Brasil", afirmou Alckmin, explicando que o resultado se deve principalmente à importação de insumos russos, especialmente para o setor agrícola.
Por outro lado, o café brasileiro tem papel relevante no mercado russo, que aumentou em 267% as importações do produto em 2025 em comparação com 2024, segundo Pavel Cardoso, presidente do Conselho Empresarial Brasil-Rússia.
Alckmin ressaltou ainda que Brasil e Rússia ocupam posições estratégicas na segurança alimentar global. "O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. A Rússia, por sua vez, é protagonista no fornecimento de insumos estratégicos para a agricultura", destacou.
O vice-presidente reconheceu que o comércio bilateral ainda é pouco diversificado e concentrado em produtos primários, mas afirmou que o fórum foi criado para debater alternativas. "O fórum empresarial Brasil-Rússia foi concebido justamente para pensarmos juntos em como ampliar as exportações de bens industrializados e de maior valor agregado entre nossos países."
O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, também ressaltou o potencial de expansão das relações comerciais, incluindo áreas como a espacial. Ele citou perspectivas positivas para a cooperação nos setores farmacêutico — especialmente no tratamento de doenças oncológicas e diabetes — e informacional.
Mishustin afirmou ainda que o governo russo considera o Brasil um parceiro estratégico na América Latina. "O presidente da Rússia, Vladimir Putin, destacou que a Rússia está aberta à cooperação com o empresariado estrangeiro. Evidentemente, isso também se aplica ao nosso parceiro estratégico na América Latina, o Brasil."
Por Sputnik Brasil
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