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Lula planeja encontro direto com Trump e diz que não há temas proibidos na pauta

Presidente afirma que discutirá parcerias e agenda internacional, além de abordar tensões políticas internas

05/02/2026
Lula planeja encontro direto com Trump e diz que não há temas proibidos na pauta
Lula anuncia encontro direto com Trump e diz que não haverá temas proibidos na conversa. - Foto: © Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (5), em entrevista ao UOL, que pretende se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na primeira semana de março. Segundo Lula, não haverá 'assunto proibido' durante o encontro.

"Tem que sentar-se à mesa, olhar no olho um do outro, ver o que nos interessa e trabalhar junto, estabelecer acordos. Não tem tema que eu não discuta, só a soberania do meu país, mas discutir a parceria de indústria, minerais críticos, aumento de exportação, tudo isso vamos discutir", declarou o presidente durante a entrevista.

Sobre sua agenda internacional em pleno ano eleitoral, Lula comentou a criação do Conselho de Paz pelo presidente norte-americano, destacando ter achado "estranha" a ausência de representantes palestinos no colegiado voltado à situação em Gaza.

"Se não tiver palestinos à mesa, não é uma comissão de paz", afirmou Lula.

Na quarta-feira (4), o governo dos EUA convidou o Brasil a integrar uma nova coalizão internacional dedicada ao fornecimento, mineração e refino de minerais críticos. A proposta prevê parcerias para garantir o acesso a insumos como lítio, grafita, cobre, níquel e terras raras, além da criação de mecanismos de preço mínimo, visando maior previsibilidade ao mercado e redução da volatilidade.

Apesar de a iniciativa ter sido confirmada pelo Departamento de Estado dos EUA e amplamente divulgada pela imprensa brasileira, o Itamaraty ainda não confirmou o recebimento de documentos oficiais de Washington.

Além da agenda internacional, Lula abordou temas internos, como as tensões políticas com o Congresso Nacional, as crises do INSS e do Banco Master. O presidente afirmou que, embora os resultados do governo ainda não se reflitam nas pesquisas de opinião, ele permanece confiante na vitória, ressaltando que "a campanha ainda não começou".

Lula também revelou ter conversado com seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após o nome dele ser citado em investigações sobre o escândalo do INSS. Segundo Lula, o diálogo foi franco e direto.

"Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se não tiver, se defenda", relatou Lula sobre a conversa.

Sobre o Banco Master, o presidente minimizou a contratação do escritório de advocacia de seu ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pela instituição financeira.

"O Lewandowski é um dos maiores juristas que esse país já produziu. Todo bom jurista é contratado por grandes empresas em dificuldade. Quando o convidei para o ministério, ele saiu do banco. Não há problema nenhum", afirmou.

Lula, que se reuniu na noite de quarta-feira (4) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e líderes da base aliada para ajustar a articulação política visando as eleições deste ano, disse estar seguro da vitória, inclusive de seus candidatos nos estados. Ele ainda declarou: "Em alto e bom tom, [Rodrigo] Pacheco, ainda não desisti de você", referindo-se ao estado de Minas Gerais.

Por Sputinik Brasil