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Lavrov chama de 'disparate' plano do Ocidente para punir Moscou por acordos sobre Ucrânia
Chanceler russo critica proposta de resposta ocidental a eventuais descumprimentos em tratados sobre o conflito ucraniano.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, classificou como "disparate" o plano do Ocidente para responder a supostas violações russas em futuros acordos sobre a Ucrânia.
Na última terça-feira (3), o jornal Financial Times divulgou que Washington e Bruxelas teriam elaborado um plano para reagir a possíveis descumprimentos por parte de Moscou em tratados relativos à Ucrânia. Segundo a publicação, o plano prevê, inclusive, o emprego de forças militares dos Estados Unidos.
"É um disparate, mas muito ilustrativo", afirmou Lavrov.
O chanceler russo argumentou que Moscou considera inadequadas as exigências ocidentais por "garantias de segurança sólidas e um cessar-fogo imediato" sem que, antes, sejam resolvidas as questões centrais do conflito.
"Sem resolver as questões da solução do conflito, essas garantias de segurança significarão aproveitar o cessar das hostilidades para abastecer a Ucrânia com armamentos", declarou Lavrov, acusando o Ocidente de ignorar as preocupações russas.
Lavrov também rememorou declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que para resolver o conflito seria necessário deixar a OTAN de lado e considerar as realidades do terreno.
O ministro russo destacou ainda que, durante a cúpula entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, realizada no Alasca em agosto do ano passado, Moscou reforçou que sua preocupação principal na Ucrânia é com a população de língua russa nas regiões afetadas, e não com a disputa territorial.
A Rússia mantém, desde 24 de fevereiro de 2022, uma operação militar especial na Ucrânia. Segundo o presidente Vladimir Putin, os objetivos são proteger a população local de "um genocídio promovido pelo regime de Kiev" e conter riscos à segurança nacional provocados pelo avanço da OTAN em direção ao leste europeu.
Moscou tem reiterado que considera inaceitável a presença de tropas de países da aliança atlântica em solo ucraniano, inclusive forças de paz, e classifica como incitativas à continuidade do conflito as declarações sobre possível envio dessas tropas, feitas por autoridades do Reino Unido e de outros países europeus.
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