Geral

Bolsas europeias encerram em baixa diante de balanços corporativos e sinais econômicos divergentes

Índices recuam após resultados mistos de bancos, manutenção de juros e queda nas commodities; Santander e Shell entre os destaques negativos.

05/02/2026
Bolsas europeias encerram em baixa diante de balanços corporativos e sinais econômicos divergentes
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As principais bolsas da Europa fecharam em queda nesta quinta-feira, 5, refletindo a cautela dos investidores diante dos balanços corporativos de grandes bancos e de indicadores econômicos contraditórios. O ambiente de incerteza foi acentuado pela manutenção das taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE). A desvalorização das commodities também pressionou os papéis do setor.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,90%, encerrando aos 10.309,22 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,63%, a 24.448,58 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 0,29%, a 8.238,17 pontos. O FTSE MIB, de Milão, teve queda de 1,75%, a 45.819,57 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,90%, a 17.758,30 pontos, e em Lisboa, o PSI 20 fechou em baixa de 1,16%, a 8.779,01 pontos. Os dados são preliminares.

Em Madri, as ações do Santander caíram 2%, ampliando as perdas após o anúncio da compra do Webster Financial, apesar dos resultados acima do esperado. O BBVA também registrou queda de 7,9% ao frustrar as expectativas de lucro no quarto trimestre. Outros grandes bancos europeus acompanharam o movimento, levando o subíndice bancário do Stoxx 600 a recuar 3,3%. Na contramão, o BNP Paribas avançou 1,5% em Paris, após revisar para cima suas metas de médio prazo.

No setor de saúde, a Novo Nordisk teve queda de 7,8% em Copenhague, em meio a preocupações com maior concorrência nos Estados Unidos, após a Hims & Hers anunciar a oferta de uma versão manipulada do comprimido Wegovy a preço inferior.

Em Londres, a Shell recuou 3,5% após divulgar lucro trimestral abaixo das expectativas, impactada pela queda dos preços do petróleo. Entre as mineradoras, Fresnillo, Antofagasta e Anglo American registraram baixas de cerca de 5,9%, 3% e 3%, respectivamente, acompanhando o movimento dos metais básicos e preciosos.

No segmento de defesa, a Rheinmetall caiu cerca de 6,6% em Frankfurt, após apresentar projeções preliminares mais fracas para 2026, diante de um cenário de menor prêmio geopolítico.

No campo macroeconômico, o BCE manteve as taxas de juros pela quinta vez consecutiva, decisão já esperada pelo mercado. Para o Citi, não há motivos imediatos para mudanças na política monetária. No Reino Unido, o presidente do BoE, Andrew Bailey, afirmou que o processo de desinflação está "no caminho certo" e mais avançado do que o previsto, aumentando a confiança em atingir a meta de 2% até meados de 2027.

Entre os indicadores, as encomendas à indústria alemã superaram as expectativas, enquanto as vendas no varejo da zona do euro tiveram queda acima do previsto.

Com informações da Dow Jones Newswires.