Geral

Lula afirma que reunião com presidente do Banco Master não teve viés político

Presidente destaca que investigação sobre o banco será técnica e conduzida pelo Banco Central, sem interferência política

05/02/2026
Lula afirma que reunião com presidente do Banco Master não teve viés político
Lula afirma que reunião com presidente do Banco Master não teve viés político - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou nesta quinta-feira, 5, que deixou claro ao presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, que não haveria "posição política" favorável ou contrária à instituição. Segundo Lula, o encontro, intermediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega em dezembro de 2024, teria como foco uma "investigação técnica" conduzida pelo Banco Central. As declarações foram dadas em entrevista ao UOL News.

Lula explicou que o encontro não constava em sua agenda oficial e que, na ocasião, convidou o então indicado ao Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para acompanharem a reunião.

O presidente tratou com naturalidade o fato de receber representantes do setor bancário. "Primeiro, eu já recebi, neste mandato meu, o Itaú, o Bradesco, o Santander, o BTG Pactual. Todos os bancos eu já recebi", afirmou.

Na sequência, Lula relatou que Vorcaro afirmou estar sendo alvo de "perseguição". "Não tinha uma agenda marcada comigo. Quando o Guido veio com o Vorcaro a Brasília e pediu se eu podia atender, ele veio conversar comigo. Eu chamei o Galípolo, acho que chamei o Rui Costa, que é da Bahia e conhecia ele. E ele então me contou da perseguição que ele estava sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele."

Em seguida, Lula detalhou o que disse ao presidente do Banco Master: "O que eu disse para ele? Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá é uma investigação técnica, feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa. 'Você fique tranquilo que a política não entrará na investigação.'"

Lula afirmou ainda que, após a reunião com Vorcaro, convocou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) para debater o caso. "Depois disso, eu chamei no meu gabinete o ministro da Fazenda, chamei no gabinete o presidente do Banco Central e convidei para vir aqui, e ouvir o que eu queria conversar com os meus ministros, o procurador-geral da República. Para que o Haddad contasse o que ele pensava do Banco Master, para que o Galípolo contasse a relação com o Banco Master e que a Procuradoria tentasse ajudar, porque nós estávamos diante da primeira chance real de pegar os magnatas da corrupção, da lavagem de dinheiro neste País", declarou.

O presidente concluiu: "Não me importa que envolva político, não importa que envolva partido, não me importa que envolva banco. Quem estiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade de dar talvez o maior rombo econômico da história deste País."