Geral

São Paulo confirma 12ª morte por intoxicação com metanol; total de casos chega a 52

Vítima mais recente é um homem de 26 anos, morador de Mauá; Polícia Civil investiga origem das bebidas adulteradas

05/02/2026
São Paulo confirma 12ª morte por intoxicação com metanol; total de casos chega a 52
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira, 4, a 12ª morte causada por intoxicação com bebida alcoólica adulterada com metanol. O total de casos registrados no Estado chegou a 52, segundo o mais recente balanço divulgado pelo órgão.

O caso mais recente ocorreu em Mauá, no ABC Paulista. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, um homem de 26 anos foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Barão de Mauá em 19 de janeiro, após relatar dores e náuseas em casa.

Transferido no dia seguinte para o Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, ele não resistiu e faleceu na última quinta-feira, 29. O caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial de Mauá.

A Prefeitura de Mauá foi procurada, mas não respondeu aos contatos até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), até esta quarta-feira, São Paulo contabilizava 52 casos confirmados de intoxicação por metanol, dos quais 12 resultaram em óbito.

As vítimas fatais confirmadas são:

- Quatro homens, de 26, 45, 48 e 54 anos, da capital paulista;

- Dois homens, de 23 e 25 anos, e uma mulher de 27 anos, de Osasco;

- Uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo;

- Um homem de 37 anos, de Jundiaí;

- Um homem de 26 anos, de Sorocaba;

- Um homem de 26 anos, de Mauá.

A SES informou ainda que quatro óbitos permanecem sob investigação: uma pessoa de 39 anos, em Guariba; outra de 31 anos, em São José dos Campos; e duas pessoas, de 29 e 38 anos, em Cajamar. Ao todo, 570 suspeitas já foram descartadas.

Investigação conduzida pela Polícia Civil aponta que as bebidas alcoólicas adulteradas podem ter origem em uma mesma fábrica clandestina, administrada por uma família no ABC Paulista. Segundo as apurações, os suspeitos compravam etanol misturado a metanol de dois postos de combustíveis da região, usados como fornecedores da matéria-prima tóxica.