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PF investiga Grupo Fictor por tentativa de compra do Banco Master

Grupo é suspeito de gestão fraudulenta, apropriação indébita e emissão de títulos falsos em operação barrada pelo BC.

05/02/2026
PF investiga Grupo Fictor por tentativa de compra do Banco Master
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar o Grupo Fictor, responsável por uma oferta de compra do Banco Master, realizada em novembro do ano passado. No último domingo, 1º, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial.

Entre os crimes sob suspeita estão gestão fraudulenta, apropriação indébita, emissão de títulos falsos e operação de instituição financeira sem autorização. O próprio pedido de recuperação judicial do grupo menciona "eventuais ilícitos".

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou à PF que buscou viabilizar a venda da instituição à Fictor com o apoio de investidores árabes. Entretanto, o Banco Central barrou a operação e decretou a liquidação do Master, citando suspeitas de fraudes na emissão de R$ 12,2 bilhões em títulos falsos.

O Banco Central avaliou que a tentativa de compra seria uma estratégia para mascarar a crise financeira do Master, que já não tinha recursos para honrar compromissos com credores. No pedido de recuperação judicial, a Fictor afirma que busca viabilizar o pagamento de R$ 4 bilhões em dívidas.

O Grupo Fictor argumenta que a medida que impediu a compra prejudicou sua imagem. Os advogados da empresa justificam o pedido de recuperação judicial como resultado de uma crise de liquidez, iniciada após o anúncio da proposta de aquisição do Banco Master em parceria com fundos dos Emirados Árabes Unidos não identificados. No dia seguinte ao anúncio, em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação do Master, ampliando a crise de confiança para a Fictor.

Desde então, clientes do grupo solicitaram a retirada de 70% dos recursos investidos, somando quase R$ 2 bilhões, segundo Carlos Deneszczuk, advogado da Fictor e coordenador do processo de recuperação judicial, do escritório DASA Advogados.