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ANP autoriza Petrobras a retomar exploração na Margem Equatorial um mês após vazamento

Liberação para perfuração na Foz do Amazonas depende do cumprimento de exigências de segurança pela estatal

05/02/2026
ANP autoriza Petrobras a retomar exploração na Margem Equatorial um mês após vazamento
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu autorização condicionada para que a Petrobras retome a perfuração do poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, utilizando a sonda ODN II (NS-42). A permissão, comunicada à estatal na quarta-feira, 4, só entra em vigor após a companhia comprovar o atendimento a todas as exigências de segurança nos prazos definidos.

A operação da sonda estava suspensa desde 4 de janeiro, após um incidente que resultou no vazamento de fluido de perfuração biodegradável — classificado pela empresa como sem risco ambiental.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, já havia antecipado que a licença poderia ser liberada antes da vistoria da ANP no poço Morpho, inicialmente prevista para 9 a 13 de fevereiro, mas antecipada para segunda-feira, 2.

Entre as principais condicionantes impostas pela agência, a Petrobras terá de substituir todos os selos das juntas do riser (tubulações que conectam as linhas de produção às plataformas) conforme o procedimento mais recente, além de enviar, em até cinco dias após a instalação da última peça, evidências fotográficas e análise de adequação.

A estatal também deverá demonstrar que toda a equipe foi treinada no novo protocolo de descida do BOP (equipamento de segurança), revisar o Plano de Manutenção Preventiva para reduzir o intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros 60 dias de operação, e só utilizar juntas de riser reserva após apresentar certificados de conformidade que comprovem inspeção ou reparo conforme as normas técnicas.