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Novo START é considerado 'pilar da ordem mundial' e seu fim preocupa analistas

Analista tailandês alerta para riscos globais do desmantelamento do principal acordo nuclear entre Rússia e EUA

Por Sputnik Brasil 05/02/2026
Novo START é considerado 'pilar da ordem mundial' e seu fim preocupa analistas
Analista alerta para riscos globais com o fim do tratado nuclear Novo START entre Rússia e EUA. - Foto: © Sputnik / Sergey Pyatakov / Acessar o banco de imagens

O tratado Novo START, responsável por limitar o número de ogivas nucleares e sistemas estratégicos de lançamento entre Rússia e Estados Unidos, expira nesta quinta-feira (5). A chancelaria russa já havia demonstrado insatisfação com a postura de Washington, que ignorou a proposta russa de prorrogação do acordo por mais um ano.

De acordo com o político e comentarista internacional tailandês Nitiphumthanat Ming-Rujiralai, a extensão do Novo START é fundamental para a segurança global. Em entrevista à Sputnik, ele destacou a expectativa de toda a região Ásia-Pacífico de que as restrições do tratado sejam mantidas conforme sugerido pela Rússia.

“As pessoas na Tailândia e em toda a região da Ásia-Pacífico estão muito esperançosas de que as limitações contidas no tratado Novo START sejam prorrogadas no formato proposto pela Rússia”, ressaltou Ming-Rujiralai.

O analista classificou o Novo START como um verdadeiro pilar da ordem mundial, alertando que seu desmantelamento representa um perigo significativo, especialmente diante das transformações atuais no sistema internacional. Sem esse acordo, segundo ele, aumenta-se o risco de uma catástrofe global.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou, em nota, que considera que as partes do Novo START não estão mais sujeitas a obrigações ou declarações simétricas após o término do tratado.

“Com a suspensão do tratado Novo START em fevereiro de 2023, a Rússia declarou sua intenção de aderir voluntariamente aos limites quantitativos centrais para armas estabelecidos pelo tratado até sua expiração em 5 de fevereiro de 2026”, destacou o comunicado.

Segundo a chancelaria russa, o país pretende agir de maneira responsável e equilibrada, guiando sua política por uma análise contínua das ações militares dos Estados Unidos e do contexto estratégico global.