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Argentina e Estados Unidos firmam acordo sobre minerais críticos
Parceria busca ampliar transparência, fortalecer cadeias produtivas e garantir acesso a insumos estratégicos
Argentina e Estados Unidos assinaram, nesta quarta-feira (4), em Washington, um acordo voltado aos minerais críticos, com o objetivo de ampliar a transparência do mercado e do fornecimento desses insumos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, segurança e defesa.
A assinatura ocorreu durante uma cúpula ministerial sobre minerais críticos, promovida pelo governo norte-americano no Departamento de Estado. O evento contou com a presença de autoridades de alto escalão dos EUA, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o vice-presidente JD Vance, o diretor sênior de gestão da cadeia de suprimentos, David Coplay, e o secretário adjunto de Estado para Assuntos Econômicos, Jacob Helberg.
A Argentina foi representada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, que destacou em nota que o acordo visa fortalecer e diversificar as cadeias de valor, criar um ambiente favorável à entrada de investimentos produtivos de longo prazo e responder ao aumento da demanda global por minerais utilizados em tecnologias avançadas.
Segundo o governo argentino, em 2023, as exportações do setor de mineração atingiram o recorde de US$ 6,037 bilhões (R$ 32 bilhões), um crescimento anual de cerca de 30%, impulsionado pelo Regime Integrado de Mineração (RIGI).
O Ministério das Relações Exteriores da Argentina ressaltou que a mineração, especialmente de minerais críticos como lítio e cobre, tornou-se fundamental para aumentar as exportações, gerar divisas e criar empregos qualificados.
O encontro reuniu representantes de 55 países, incluindo México, Japão e membros da União Europeia. Os Estados Unidos propuseram expandir a produção e diversificar as cadeias de suprimento por meio de novos investimentos e acordos de cooperação internacional.
"Queremos que os membros formem um bloco comercial entre aliados e parceiros, que assegure o acesso dos EUA aos recursos necessários para seu poder industrial", afirmou JD Vance durante a reunião ministerial.
De acordo com Vance, os países participantes terão acesso a financiamento privado e a fornecimento seguro desses insumos em situações de emergência ou contingência. Antes da assinatura, o secretário de Estado Marco Rubio destacou o papel relevante da Argentina no setor.
Apesar de Brasil e Estados Unidos ainda não terem firmado um acordo governamental sobre minerais críticos, duas mineradoras com projetos avançados de terras raras em Goiás — Serra Verde e Aclara — já receberam financiamentos do banco estatal americano DFC, o que pode garantir prioridade aos EUA no acesso à produção brasileira.
Uma das mineradoras já ajustou contratos com clientes chineses para permitir o envio de material a compradores ocidentais. Atualmente, apenas refinarias na China e na Malásia conseguem separar elementos de terras raras, mas os Estados Unidos têm investido bilhões de dólares para desenvolver sua própria capacidade industrial e competir com Pequim.
Por Sputinik Brasil
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