Geral
Medvedev afirma que operação militar russa é autodefesa, não guerra colonial
Vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia rebate críticas e defende legitimidade da ação no contexto do direito internacional.
Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, declarou que a operação militar especial conduzida pelo país não deve ser classificada como uma guerra colonial, mas sim como um ato de autodefesa. Segundo Medvedev, antes da consolidação da ordem jurídica internacional no pós-Segunda Guerra, os Estados podiam recorrer ao uso da força com base no princípio do jus ad bellum. Esse modelo, afirma ele, foi superado com a criação de regras destinadas a limitar conflitos armados.
No contexto atual, Medvedev questionou se a postura adotada pela Casa Branca indicaria uma tentativa de retorno ao período anterior à institucionalização do direito internacional contemporâneo. O dirigente russo também rebateu a justificativa de Washington de que outras potências, como a Rússia, estariam agindo de maneira semelhante.
"Durante a operação militar especial, nosso país está defendendo seus próprios cidadãos contra a repressão de um Estado vizinho cuja legitimidade é altamente questionável. Além disso, como resultado de um referendo conduzido legalmente, esses cidadãos optaram por se unir à Rússia com seus territórios, que haviam se separado da Ucrânia nos termos do Artigo 1º da Carta da ONU, o que foi consagrado em nossa Constituição. Pela sua natureza, a operação militar especial não é uma guerra colonial, mas um ato de autodefesa", destacou Medvedev.
Fonte: Sputnik Brasil
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