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STJ abre sindicância para apurar denúncia de importunação sexual contra ministro

Tribunal institui comissão para investigar acusação feita por jovem de 18 anos contra Marco Aurélio Buzzi

04/02/2026
STJ abre sindicância para apurar denúncia de importunação sexual contra ministro
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu nesta terça-feira (4) uma sindicância interna para apurar a acusação de importunação sexual supostamente praticada pelo ministro Marco Aurélio Buzzi. O ministro nega a acusação, feita por uma jovem de 18 anos.

A decisão de instaurar a sindicância foi tomada por unanimidade pelo plenário do STJ. Os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira compõem a comissão responsável pela análise do caso.

Ministro do STJ Marco Buzzi
Ministro Marco Buzzi - Foto: Arquivo/Sérgio Amaral/STJ

De acordo com a denúncia, a jovem, filha de um casal de amigos do ministro, acusa Buzzi de tentar agarrá-la durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido no mês passado, durante férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina, na presença dos pais da jovem.

A vítima registrou boletim de ocorrência relatando o caso.

O processo também tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apura as consequências administrativas da denúncia. Já a parte criminal é conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, pois Buzzi tem foro privilegiado.

Em nota à imprensa, o ministro afirmou ter sido surpreendido pela divulgação da denúncia. "O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio", declarou.

O advogado Daniel Bialski, representante da jovem, afirmou que espera rigor nas investigações.

“Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, declarou Bialski.

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