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Camilo Santana confirma saída do MEC em abril, mas nega candidatura ao governo do Ceará

Ministro deixará a Educação para reforçar articulação política no Ceará e coordenar campanha de Lula, mas descarta disputar o Executivo estadual.

Sputinik Brasil 03/02/2026
Camilo Santana confirma saída do MEC em abril, mas nega candidatura ao governo do Ceará
Camilo Santana anuncia saída do MEC para atuar na articulação política e coordenar campanha de Lula no Ceará. - Foto: © Bruna Araújo / Ministério da Educação

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que deixará o cargo em abril para atuar diretamente na articulação política no Ceará. O foco será o apoio à reeleição do governador Elmano de Freitas e a coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (3).

Questionado sobre a possibilidade de concorrer novamente ao governo cearense, Santana descartou qualquer intenção de candidatura. Ele destacou que a atual gestão estadual é bem avaliada e deve ganhar ainda mais força ao longo do ano com novas entregas e ações.

O nome de Camilo Santana vinha sendo especulado nos bastidores como alternativa eleitoral, especialmente diante da reorganização da oposição no estado, liderada pelo ex-governador Ciro Gomes (PSDB). A volta de Ciro ao PSDB e os recentes movimentos da direita intensificaram divisões entre antigos aliados e geraram incertezas sobre a reeleição de Elmano.

Pesquisas divulgadas no final de 2023 apontavam Santana como favorito em simulações para o governo estadual em cenários sem Elmano, inclusive em disputas diretas com Ciro Gomes e o senador Eduardo Girão (Novo). Já em cenários sem Santana, Ciro aparecia como principal nome da oposição, superando o atual governador petista.

O ministro também afirmou que, ao deixar o MEC, reassumirá o mandato no Senado para fortalecer a articulação política em prol do governo federal. Segundo ele, a atuação mais próxima do Ceará e do Nordeste será estratégica no processo eleitoral de 2026, ressaltando sua interlocução com governadores da região.