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Padre de Lagoa do Carro, em Pernambuco, reage a abaixo-assinado e diz que só deixa paróquia por decisão do Bispo

Em vídeo nas redes sociais, sacerdote afirma que não renuncia ao cargo e classifica movimento como “pressão”

Redação 03/02/2026
Padre de Lagoa do Carro, em Pernambuco, reage a abaixo-assinado e diz que só deixa paróquia por decisão do Bispo

Um vídeo gravado pelo padre responsável por uma paróquia em Lagoa do Carro, em Pernambuco, ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a circulação de um abaixo-assinado que pede sua saída da comunidade. Nas imagens, o sacerdote reage de forma enfática às críticas e afirma que só deixará a paróquia por decisão do bispo da diocese.

Durante o desabafo, o religioso declara que não pretende renunciar e que não cederá à pressão popular.

“Daqui eu não saio, porque só quem pode me tirar é o bispo”, afirma. Em outro trecho, reforça que não entregará a paróquia “a quem quer que seja”, destacando que sua permanência depende exclusivamente da autoridade eclesiástica.

O padre também classifica parte dos opositores como “canalha” e critica o que considera tentativas de interferência na administração da igreja local.

Segundo ele, há pessoas na comunidade que estariam tentando impedir sua atuação pastoral e administrativa.
Questionado no próprio vídeo se esperava o movimento contrário à sua permanência, o sacerdote afirma que não foi surpreendido e que já enfrentou situações mais difíceis ao longo da trajetória religiosa. “Isso aqui para mim não é nada”, declara, acrescentando que encara o episódio com naturalidade.

Ele também menciona que já assinou documentos relacionados ao caso e sustenta que a condução da paróquia seguirá as diretrizes da Igreja. “Aqui vai fazer aquilo que a Igreja quer”, diz em um dos trechos.
A gravação tem gerado debate entre fiéis e moradores da cidade. Parte da comunidade manifesta apoio ao sacerdote, enquanto outros defendem mudanças na condução da paróquia. Até o momento, não houve posicionamento público oficial da diocese responsável pela jurisdição da igreja.

O caso evidencia a tensão instalada na comunidade religiosa local e coloca a decisão final nas mãos da autoridade episcopal, única instância competente para determinar eventual afastamento do padre.