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Economia dos EUA mantém resiliência enquanto Fed busca meta de inflação

Tom Barkin, do Fed de Richmond, destaca solidez econômica e compromisso do banco central em controlar a inflação.

03/02/2026
Economia dos EUA mantém resiliência enquanto Fed busca meta de inflação
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Richmond, Tom Barkin, afirmou nesta terça-feira (3) que a economia norte-americana permanece "notavelmente resiliente" e que a incerteza tende a diminuir a partir do início de 2026. Em discurso no evento SC First Steps, Barkin ressaltou que, embora seja "fácil" atribuir as pressões inflacionárias a fatores como tarifas ou atrasos na medição dos custos de moradia, ele considera o desvio inflacionário uma questão séria.

Barkin observou que os cortes de juros realizados nos últimos 18 meses estão devolvendo as taxas a patamares neutros e serviram como proteção ao mercado de trabalho. Ele reforçou que o Federal Reserve segue empenhado em concluir a última etapa do processo para trazer a inflação de volta à meta de 2%, objetivo que ainda não foi alcançado. "Sabemos que as condições mudam e, conforme isso ocorre, estamos prontos para responder de maneira apropriada", afirmou.

Sobre o mercado de trabalho, Barkin destacou que os pedidos de auxílio-desemprego permanecem estáveis, mas o crescimento do emprego segue restrito e lento—um cenário que, segundo ele, não é "confortável". Apesar disso, a maioria das empresas com as quais mantém contato ainda não está promovendo demissões em grande escala. "Por que fariam, quando a demanda e as margens permanecem sólidas?", questionou, avaliando que esse contexto favorece o controle da inflação.

O dirigente também apontou que a economia pode ser beneficiada por políticas governamentais, como reembolsos de impostos, redução de retenções e preços mais baixos dos combustíveis, além de iniciativas de desregulamentação, que devem impulsionar o crescimento.

Para Barkin, o ritmo e o impacto de novas tecnologias, como a inteligência artificial (IA), ainda são incertos. Ele observou que, diante desse cenário, os consumidores demonstram inquietação, com indicadores de sentimento historicamente baixos. "A força da demanda parece concentrada em dois segmentos: o ecossistema de IA e empresas que atendem consumidores de alta renda", concluiu.