Geral
Dólar recua com maior apetite ao risco externo e atenções voltadas ao Copom e Haddad
Moeda americana cai diante de sinais positivos no exterior, ata do Copom e movimentações do Ministério da Fazenda.
O dólar opera em queda no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 3, refletindo um ambiente internacional mais favorável ao risco. O movimento é influenciado tanto por fatores externos quanto por acontecimentos locais, como a divulgação da ata do Copom, dados de produção industrial e uma entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O real acompanha o desempenho positivo de outras moedas emergentes ligadas a commodities frente ao dólar americano.
No cenário internacional, sinais de distensão nas tensões comerciais, após acordo entre Estados Unidos e Índia, impulsionam a rupia indiana. A moeda americana também recua frente ao dólar australiano, após o Banco Central da Austrália elevar a taxa básica de juros. Investidores ainda assimilam a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve pelo presidente Donald Trump.
Na agenda doméstica, a produção industrial brasileira recuou 1,2% em dezembro ante novembro, resultado pior que a queda esperada de 0,5% (mediana das projeções, com intervalo entre -2,1% e +0,1%). Na comparação anual, houve alta de 0,4%, e no acumulado de 2025 o avanço foi de 0,6%, ambos abaixo das expectativas do mercado.
A ata do Copom reafirmou a intenção de iniciar cortes na Selic na reunião de 17 e 18 de março, a partir do atual patamar de 15% ao ano, sem detalhar a magnitude inicial. O documento destaca que o ritmo e a duração do ciclo dependerão dos dados e projeções, com o balanço de riscos para a inflação ainda elevado no horizonte mais longo, mas com redução das incertezas no curto prazo.
O ministro Fernando Haddad confirmou a indicação de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para diretorias do Banco Central, com nomes enviados ao presidente Lula há três meses. Segundo Haddad, os convites ainda não foram feitos e ele criticou o vazamento das indicações.
No setor corporativo, a Embraer anunciou acordo com a Virgin Australia para equipar a frota E2 com o sistema AHEAD de manutenção preditiva e revelou que o Usbequistão é o cliente de um pedido do cargueiro militar C-390 Millennium, destinado a missões humanitárias e de transporte.
A Azul protocolou na CVM pedido de registro de oferta primária de até 3,41 trilhões de ações ordinárias, no contexto do plano de reestruturação sob o Chapter 11 nos EUA, para captar recursos e quitar financiamento DIP.
O governo federal vai liberar R$ 4 bilhões em empréstimos para companhias aéreas no primeiro semestre, com garantia do FNAC e operação do BNDES, oferecendo crédito a juros de 6,5% a 7,5% ao ano.
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