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Sudeste deve enfrentar fevereiro mais quente e com tempo firme

Apesar do calor e da redução das chuvas, tempestades rápidas ainda podem causar transtornos em cidades da região.

02/02/2026
Sudeste deve enfrentar fevereiro mais quente e com tempo firme
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O mês de fevereiro de 2026 promete temperaturas mais elevadas e tempo firme no Sudeste do Brasil, segundo previsão da Tempo OK. No entanto, a região ainda pode enfrentar riscos associados às chuvas, especialmente no início do mês.

Maria Clara Sassaki, meteorologista da Tempo OK, explica que o tempo instável deve predominar nos primeiros dez dias de fevereiro, tanto no Sudeste quanto no Centro-Oeste. Isso pode gerar a impressão de que as chuvas serão persistentes ao longo do mês, mas a tendência é de que, a partir da segunda quinzena, o tempo fique mais estável em boa parte do país.

Segundo a especialista, poucas áreas devem registrar chuvas acima da média para o período, com destaque para a região Norte e partes do Maranhão, Piauí e Ceará.

Mesmo com a diminuição das precipitações, ainda são esperadas tempestades típicas de verão, principalmente no fim da tarde, em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Campo Grande e municípios do interior paulista.

“É uma chuva rápida, de curta duração, mas que pode provocar transtornos. É aquela pancada intensa, que ocorre devido a instabilidades locais, calor e umidade alta bem predominantes nesta época do ano”, afirma Maria Clara.

Apesar dos episódios de chuva, eles não devem ser suficientes para melhorar a situação dos reservatórios em São Paulo. Atualmente, o Sistema Cantareira opera com apenas 23% da capacidade total, segundo a Sabesp, e a tendência é que esse cenário persista em fevereiro.

“Essa chuva, apesar dos transtornos, apesar de provocar pontos de alagamento e gerar a sensação de que é volumosa, não é suficiente para reverter a condição dos reservatórios, que ainda estão baixos durante o mês de fevereiro. Devemos ter essas chuvas de final de tarde que são pouco eficientes para reverter a condição de déficit hídrico”, ressalta a meteorologista da Tempo OK.