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‘Grande vitória’: após 3 anos de paralisação, Avibras prevê retomada das atividades

Empresa responsável pelo Astros 2020 anuncia reabertura da fábrica em março após acordo com credores e negociações trabalhistas.

02/02/2026
‘Grande vitória’: após 3 anos de paralisação, Avibras prevê retomada das atividades
Fachada da Avibras em São José dos Campos, que retoma atividades após três anos de paralisação. - Foto: © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

Após três anos de paralisação devido à recuperação judicial, a Avibras Indústria Aeroespacial prevê a retomada das atividades fabris a partir de 16 de março, conforme comunicado oficial da direção. A Avibras é reconhecida por desenvolver o Astros 2020, um dos principais sistemas de defesa do Exército Brasileiro.

A decisão pela reabertura foi anunciada na última quarta-feira (28), durante reunião entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e o Fundo Brasil Crédito, principal credor da empresa. Uma nova rodada de negociações está agendada para 5 de fevereiro.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Weller Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, afirmou que as tratativas com a Avibras seguem em andamento para quitação das dívidas trabalhistas. A empresa propôs parcelamento em 48 vezes, mas o sindicato busca condições mais favoráveis. “Na nossa opinião, a volta da Avibras é uma grande vitória, não só para os trabalhadores e para a região, mas para todo o país”, destacou Gonçalves.

No dia 29 de fevereiro, representantes do sindicato se reuniram com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para solicitar apoio do governo federal à liberação de recursos para a fábrica. Segundo Alckmin, o governo está empenhado em viabilizar um contrato entre o Exército e a Avibras, estimado em R$ 900 milhões por cinco anos. O anúncio oficial depende do avanço das negociações sobre as dívidas trabalhistas.

Em março de 2022, a Avibras entrou com seu terceiro pedido de recuperação judicial, alegando dívidas de R$ 600 milhões. De acordo com a empresa, as dificuldades foram agravadas pelos impactos econômicos da pandemia de COVID-19 entre 2020 e 2021, além da instabilidade nas compras governamentais, o que resultou em uma queda de 70% na receita, de R$ 848 milhões para R$ 232 milhões.

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Por Sputnik Brasil