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Diretor do Indec renuncia ao cargo dias antes de CPI com nova metodologia na Argentina
Marco Lavagna deixa o comando do órgão responsável pela medição da inflação a uma semana da divulgação do novo índice de preços ao consumidor, que trará mudanças na metodologia de cálculo.
O governo de Javier Milei sofreu uma baixa significativa com a renúncia de Marco Lavagna, diretor do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), órgão responsável pela medição oficial da inflação na Argentina. A saída ocorre poucos dias antes da estreia de uma nova metodologia para o cálculo do custo de vida no país.
Lavagna, que estava à frente do Indec desde 2019, apresentou nesta segunda-feira, 2, sua renúncia indeclinável, conforme confirmado pelo escritório de imprensa do instituto.
"Pessoalmente, não é uma decisão fácil, mas é momento de encarar novos projetos e desafios, com a tranquilidade de ter compartilhado com vocês uma etapa intensa e valiosa", afirmou o economista em carta enviada ao corpo técnico do Indec.
O Indec é o órgão público responsável por atestar, por meio de estatísticas, o sucesso ou fracasso das políticas de controle da inflação, entre outras funções. Milei, economista ultraliberal eleito em 2023, implementou um plano de ajuste fiscal que, até o momento, conseguiu reduzir o ritmo de aumento dos preços.
Em 2025, a inflação argentina ficou em 31,5%, o menor índice dos últimos oito anos. No entanto, a medição mensal registrou alta de 2,8% em dezembro, ante 2,5% do mês anterior.
A renúncia de Lavagna ocorre a apenas uma semana da divulgação do novo índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente a janeiro, que será calculado com base em uma nova metodologia vigente desde 2017. Entre as principais mudanças, está o maior peso atribuído aos setores de habitação, transporte e comunicações, em detrimento dos alimentos.
"A renúncia de Marco Lavagna a oito dias da divulgação do CPI nos coloca em alerta", afirmou Raúl Llaneza, delegado do Sindicato de Trabalhadores Estatais no Indec. Ele lembrou que, em 2007, durante o governo do então presidente Néstor Kirchner, houve intervenção política após a divulgação de números considerados desfavoráveis pelo Executivo.
O ministro da Economia, Luis Caputo, adiantou nesta segunda-feira, em entrevista, que a inflação de janeiro deve ficar em 2,5%.
Pedro Lines, atual diretor técnico do Indec, assumirá a direção do órgão no lugar de Lavagna, informou o governo.
Fonte: Associated Press.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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