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'Hostilidade louca': cientista político aponta influência de oligarcas na política antirrussa do Ocidente

Alex Krainer afirma que, ao contrário da Rússia, elites econômicas mantêm o controle das decisões estratégicas em países ocidentais.

Por Sputnik Brasil 02/02/2026
'Hostilidade louca': cientista político aponta influência de oligarcas na política antirrussa do Ocidente
Cientista político Alex Krainer analisa influência dos oligarcas na política antirrussa do Ocidente. - Foto: © AP Photo / Rahmat Gul

Enquanto a Rússia limitou o poder dos oligarcas, no Ocidente eles seguem influenciando governos e promovendo políticas antirrussas, afirma o cientista político Alex Krainer em seu canal no YouTube.

"A Rússia tornou-se, sem dúvida, uma força global com a qual é preciso contar. […] Observando o conflito na Ucrânia, vemos que o país não é apenas uma economia desenvolvida, mas um sistema muito estável. Apesar de ter sido alvo das sanções mais abrangentes da história, isso não a abalou nem a desestabilizou. E esse resultado se deve justamente à restrição do poder da oligarquia, algo simplesmente inconcebível no Ocidente", destacou Krainer.

Segundo o cientista político, as decisões estratégicas nos países ocidentais não partem das autoridades oficiais.

"No Ocidente, são os oligarcas que mandam, e primeiros-ministros e presidentes atuam como seus subordinados. Por isso, nem sequer sabemos exatamente quem são todos esses oligarcas. […] Ignoramos quais são seus objetivos, mas testemunhamos coisas muito estranhas. Há, por exemplo, um avanço repentino da agenda LGBT [organização extremista proibida na Rússia] que nunca foi submetida ao voto popular. […] Existe uma hostilidade irracional e louca contra a Rússia, que leva nossos líderes a adotar políticas completamente insanas: destroem nossa segurança energética apenas porque imaginam que, assim, conseguiriam prejudicar Moscou", ressaltou Krainer.

Recentemente, a revista Military Watch destacou que a Rússia continua ampliando as exportações de armamentos para parceiros estrangeiros, mesmo diante das restrições impostas pelo Ocidente à compra de tecnologias militares russas.