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Exército inicia no Rio a incorporação da primeira turma de mulheres recrutas

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01/02/2026
Exército inicia no Rio a incorporação da primeira turma de mulheres recrutas
Incorporação das primeiras mulheres recrutas marca avanço no Exército Brasileiro, no Rio de Janeiro.

O Comando Militar do Leste (CML) dá início, nesta segunda-feira (2), à primeira etapa do serviço militar feminino, incorporando 159 mulheres como soldados no Rio de Janeiro. O processo presencial de seleção envolve conferência documental, avaliações de saúde e entrevistas.

As primeiras mulheres recrutas da história do Exército Brasileiro serão alocadas em unidades de saúde, ensino e apoio. A meta é que, até 2035, o efetivo feminino represente 20% do contingente de soldados. Além das 159 voluntárias no Rio, o CML, que também abrange Espírito Santo e Minas Gerais, incorporará 37 mulheres em Juiz de Fora e 26 em Belo Horizonte.

Voluntárias

As jovens, nascidas em 2007, que se alistaram voluntariamente, passarão por um processo seletivo específico. No Rio de Janeiro, uma das etapas ocorre no Palácio Duque de Caxias, sede histórica do Comando Militar do Leste, no centro da cidade, onde serão realizados os procedimentos administrativos iniciais, como conferência de documentos e avaliações.

Diferentemente do alistamento masculino obrigatório, as voluntárias ingressam por opção, sem multa ou sanção pelo não alistamento. Após a incorporação, ou seja, finalizadas as etapas de seleção, o serviço das recrutas torna-se obrigatório.

O Exército assegura plena isonomia: as mulheres incorporadas terão "os mesmos direitos e responsabilidades" dos recrutas homens — salário, plano de saúde, auxílio-alimentação, contagem de tempo para aposentadoria e demais benefícios previstos na Lei do Serviço Militar —, além da licença-maternidade.

“É um momento simbólico para o Exército, que reforça a valorização das mulheres em suas fileiras”, destacou o major Hugo Chermann, porta-voz do Serviço Militar Feminino no Rio de Janeiro. “Nosso compromisso é conduzir esse processo com transparência e profissionalismo, garantindo oportunidades iguais a todas as voluntárias”, acrescentou.

Atualmente, oficiais e praças do segmento feminino já atuam tanto em funções operacionais quanto em cargos de liderança, chefia e comando nas áreas de saúde, administração e na linha bélica do Exército.

Para a coronel médica Ana Paula Reis, diretora da Policlínica Militar da Praia Vermelha, com quase 30 anos de carreira, a abertura deste ciclo é histórica.

“Com isso, teremos a partir de 2026 mulheres em todos os postos e graduações da carreira militar. Soldados do segmento feminino poderão nos ter como exemplo de reconhecimento e liderança, enriquecendo, assim, a gestão como um todo e reforçando os valores éticos da instituição”.

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