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Advogados discutiram delação com FBI dias antes da morte de Epstein, mostram arquivos

Documentos recém-divulgados revelam que defesa de Jeffrey Epstein cogitou colaboração com autoridades semanas antes de sua morte.

31/01/2026
Advogados discutiram delação com FBI dias antes da morte de Epstein, mostram arquivos
Jeffrey Epstein - Foto: Reprodução / Internet

Os advogados do financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, discutiram a possibilidade de um acordo de cooperação com o FBI semanas antes de sua morte. A informação consta em documentos sobre o caso, tornados públicos nesta sexta-feira, 30, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

"Em 29 de julho de 2019, o FBI se reuniu com os advogados de Epstein, que, em termos muito gerais, discutiram a possibilidade de uma resolução do caso e a possibilidade de cooperação do réu", aponta um dos documentos do órgão.

A intenção de colaboração de Epstein também aparece em outros registros divulgados na sexta-feira, 30. "A defesa não fez uma proposta específica e não indicou qual seria a natureza da cooperação de Epstein, se houvesse", afirma outro memorando.

No total, o Departamento de Justiça dos EUA liberou três milhões de páginas de arquivos relacionados ao caso Epstein, além de 180 mil imagens e 2 mil vídeos. Trata-se do maior volume de informações já divulgado pelo governo americano sobre o tema.

Além da menção à possível colaboração de Epstein, os documentos públicos também citam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo uma denúncia anônima, uma mulher relatou que sua amiga teria sido abusada pelo então presidente dos EUA. No entanto, os fatos apresentados não foram corroborados por outros elementos da investigação.

Outro documento revela que o empresário Elon Musk chegou a marcar uma visita à ilha de Jeffrey Epstein. Em uma troca de e-mails, Musk perguntou ao financista quando ocorreriam as "festas mais selvagens".