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Renan Calheiros retoma ofensiva contra o Banco Master e promete investigação rigorosa no Congresso
O senador Renan Calheiros voltou às redes sociais para reafirmar que o Congresso Nacional, assim que reabrir os trabalhos legislativos, dará início a uma investigação ampla e profunda sobre o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, classificado por ele como o maior rombo financeiro já registrado no país. O caso atinge diversos estados e tem impacto direto em Alagoas, onde o Instituto de Previdência do Município de Maceió (IPREV) acumula prejuízo estimado em R$ 117 milhões.
Segundo o senador, já está criada, no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, uma comissão especial encarregada de apurar o que ele chamou de “pântano mal cheiroso do Master”. Os trabalhos terão início imediato com a reabertura do Congresso.
Comissão nasce com autonomia e acesso a dados sigilosos
Renan destacou que a comissão não dependerá de qualquer aval externo para avançar nas apurações e já possui um plano de trabalho próprio. Com base na Lei Complementar nº 105/2001, os senadores irão requisitar todos os documentos relacionados ao escândalo, inclusive informações protegidas por sigilo bancário e fiscal.
Entre os materiais que serão solicitados estão inquéritos da Polícia Federal, processos do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Tribunal de Contas da União (TCU). “Não haverá panos quentes”, afirmou o senador, ao reforçar o compromisso de conduzir a investigação com total independência.
Venda de “títulos podres” e esquema de pirâmide
Na avaliação de Renan Calheiros, a fraude envolveu a venda de “títulos podres” para tentar sustentar uma instituição financeira já falida, que operava, segundo ele, como uma pirâmide financeira. O esquema teria prosperado graças a brechas legais, falhas graves de fiscalização e relações consideradas promíscuas com setores do poder público.
O senador afirmou ainda que é impossível que uma fraude dessa magnitude tenha avançado sem cobertura política, ressaltando a necessidade de identificar os agentes públicos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a continuidade das operações.
Proteção política e atraso na liquidação
Outro ponto levantado pelo parlamentar diz respeito à tentativa de retardar — ou até reverter — a liquidação do Banco Master.
Para Renan, as investigações iniciais indicam que o principal “ativo” dos envolvidos não eram os tradicionais depósitos bancários, mas instrumentos financeiros usados como forma de blindagem, em um contexto de proteção política que precisa ser esclarecido.
Transparência e quebra total de sigilo
Renan Calheiros também defendeu a ampliação da transparência no caso. Ele lembrou que o ministro Dias Toffoli já determinou a quebra de sigilo de alguns depoimentos, mas avaliou ser fundamental que todo o conteúdo da investigação seja tornado público.
“É essencial que a sociedade acompanhe cada passo e tenha certeza de que as provas permanecem intactas”, afirmou.
Impacto em Alagoas e no IPREV Maceió
Em Alagoas, o caso tem repercussão direta sobre o IPREV
Maceió, que sofreu perdas milionárias com aplicações vinculadas ao Banco Master. O senador destacou que a responsabilização dos envolvidos é necessária não apenas para punir culpados, mas para proteger fundos públicos e a aposentadoria de servidores.
A expectativa é que, com o início dos trabalhos da comissão na CAE, o escândalo avance para uma fase decisiva, com responsabilizações políticas, administrativas e criminais, encerrando o que Renan Calheiros descreve como um dos episódios mais graves da história recente do sistema financeiro brasileiro.
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