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Reajustes no Minha Casa, Minha Vida devem ser definidos na próxima semana, diz ministro
Jader Filho afirma que equipe técnica finaliza cálculos para atualização das faixas de renda; decisão depende da Casa Civil.
O ministro das Cidades, Jader Filho, informou que o reajuste nas faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida deve ser decidido apenas na próxima semana. Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o ministro destacou que, apesar das estimativas, a equipe técnica do Ministério ainda está finalizando os cálculos necessários.
“Esses ajustes são imprescindíveis porque tivemos acréscimo do salário mínimo nos últimos anos”, explicou Jader Filho. Segundo ele, algumas famílias podem ter perdido o direito de se enquadrar na faixa 1 devido ao aumento salarial, mesmo que, na prática, o poder aquisitivo tenha permanecido igual por conta da inflação. Por isso, é necessário um alinhamento nas faixas do programa.
O ministro mencionou que, considerando o aumento do salário mínimo nos últimos anos, é possível projetar que a faixa 1, atualmente destinada a famílias com renda mensal de até R$ 2,85 mil, seja ampliada para R$ 3,2 mil. Já a faixa 2 poderia passar dos atuais R$ 4,7 mil para aproximadamente R$ 5 mil. “Mas são projeções. Não há como, neste momento, definir os valores. A área técnica ainda não finalizou esses cálculos”, ressaltou.
Após a conclusão da proposta pela área técnica do Ministério das Cidades, o texto será encaminhado para consulta na Casa Civil. “Respeito muito os trâmites do governo”, afirmou Jader Filho. Com o aval da Casa Civil, um ato será publicado e as mudanças passarão a vigorar imediatamente. No entanto, devido a essas etapas, ainda não há previsão para a conclusão do processo.
Outras alterações
Desde o início do atual governo, segundo o Broadcast, a administração liderada por Jader Filho promoveu diversas mudanças nas regras do Minha Casa, Minha Vida. O limite da Faixa 1 foi ampliado de R$ 1.800 para R$ 2.640 mensais. A Faixa 2 passou a contemplar famílias com renda entre R$ 2.640,01 e R$ 4.400, enquanto a Faixa 3 abrange rendas de R$ 4.400,01 a R$ 8.000.
O objetivo, conforme explicou o ministro em entrevista exclusiva, foi adequar o programa à realidade das famílias brasileiras. Entre as principais inovações, Jader destacou a criação do “Novo Poupança Brasil”, voltado à classe média, buscando preencher uma lacuna no crédito habitacional.
“Você tinha crédito barato para as classes mais baixas e para as pessoas muito ricas. Quem estava no meio estava completamente fora do jogo”, afirmou, referindo-se a famílias com renda entre R$ 15 mil e R$ 22 mil.
No balanço divulgado antecipadamente pelo Broadcast, até o dia 21 deste mês, as entregas do governo Lula somavam 1.373.776 habitações, incluindo unidades subsidiadas e financiadas.
A expectativa do Ministério das Cidades é encerrar o mandato, em 2026, com dois milhões de unidades entregues — um novo recorde. Até então, o maior volume havia sido registrado no primeiro governo Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, com 1,8 milhão de moradias entregues e 2,8 milhões contratadas.
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