Geral
Israel anuncia reabertura do posto de Rafah em 1º de fevereiro
Cruzamento entre Egito e Faixa de Gaza volta a operar com circulação restrita, sob coordenação internacional e acordo de cessar-fogo.
O governo de Benjamin Netanyahu comunicou nesta sexta-feira (30) que o posto de Rafah, que liga o Egito à Faixa de Gaza e está sob controle militar israelense, será reaberto em 1º de fevereiro com circulação limitada.
De acordo com o órgão militar israelense responsável pelos assuntos civis nos territórios palestinos ocupados (Cogat), a reabertura seguirá os termos do cessar-fogo. O posto estava fechado desde maio de 2024.
"A saída e a entrada na Faixa de Gaza pelo cruzamento de Rafah serão permitidas em coordenação com o Egito, após autorização prévia de segurança das pessoas por parte de Israel e sob supervisão da missão da União Europeia, semelhante ao mecanismo implementado em janeiro de 2025", informa o comunicado.
Antes do conflito, Rafah era fundamental para o fluxo de mercadorias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 16,5 mil doentes e feridos precisam sair de Gaza para receber atendimento médico urgente.
Na quinta-feira (29), as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que pelo menos 70 mil palestinos morreram na Faixa de Gaza durante a guerra. Os números divulgados pelas autoridades de Tel Aviv são próximos aos do Ministério da Saúde palestino, que contabiliza 71.667 vítimas.
O conflito, iniciado em outubro de 2023, foi interrompido por um cessar-fogo dois anos depois. Pelo acordo, Israel e Hamas concordaram em devolver corpos de palestinos e israelenses que estavam sob posse de ambos os lados.
Até o momento, Israel já entregou 360 corpos a Gaza como parte do acordo de troca de prisioneiros, informou o governo israelense. O processo de identificação e devolução dos restos mortais às famílias segue em andamento.
Na segunda-feira, as FDI confirmaram a repatriação do corpo do último refém, Ran Gvili, sequestrado por militantes do Hamas em 7 de outubro de 2023. Dos mais de 250 reféns capturados naquele dia, 168 foram libertados com vida.
Em 14 de janeiro, o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, anunciou o início da segunda fase do plano de 20 pontos de Donald Trump para encerrar a guerra em Gaza, avançando do cessar-fogo para a desmilitarização, governança tecnocrática e reconstrução do território.
Por Sputnik Brasil
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