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Balística identifica revólver usado no assassinato de supervisor da base do CRB

Arma calibre 38 foi confirmada após confronto balístico com projétil retirado do corpo da vítima; outros exames ainda serão realizados

Redação 30/01/2026
Balística identifica revólver usado no assassinato de supervisor da base do CRB
- Foto: Policia Científica

A arma utilizada no assassinato do supervisor das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos, foi identificada pela Polícia Científica de Alagoas. O crime ocorreu na semana passada e a confirmação veio após exame de confronto balístico realizado pelo setor de balística forense do Instituto de Criminalística.

De acordo com a perita criminal Renata Azevedo, três armas — uma pistola e dois revólveres — foram apreendidas durante ações policiais relacionadas ao homicídio e encaminhadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para análise técnica. Todas passaram por exames laboratoriais e foram comparadas ao projétil retirado do corpo da vítima no Instituto Médico Legal Estácio de Lima.

O procedimento pericial confirmou que um dos revólveres calibre 38, da marca Taurus, foi a arma efetivamente utilizada no crime. “Após a produção dos padrões balísticos das três armas, realizei a análise no microcomparador balístico, confrontando as amostras com o projétil encontrado no corpo da vítima. O exame deu positivo para um dos revólveres calibre 38”, explicou a perita. O laudo já foi encaminhado à DHPP e passa a integrar oficialmente o inquérito.

Além da identificação da arma do homicídio, novas perícias devem ser realizadas. Segundo o chefe do Instituto de Criminalística de Maceió (ICM), Charles Mariano, a polícia quer verificar se o revólver identificado — assim como as demais armas apreendidas — foi utilizado em outros crimes de homicídio.

“Esse trabalho técnico-científico reforça o papel fundamental da perícia criminal na elucidação de crimes graves, contribuindo diretamente para o avanço das investigações e para a responsabilização dos envolvidos”, destacou Mariano.

Os projéteis e padrões balísticos das armas também serão inseridos no Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB), o que permitirá o cruzamento de informações em nível nacional e pode ajudar na solução de outros crimes.