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Ex-âncora da CNN é preso nos EUA suspeito de participar de protesto contra o ICE

Don Lemon alega que estava cobrindo manifestação como jornalista; defesa fala em ataque à liberdade de imprensa

30/01/2026
Ex-âncora da CNN é preso nos EUA suspeito de participar de protesto contra o ICE
Ex-âncora da CNN é preso nos EUA suspeito de participar de protesto contra o ICE - Foto: Reprodução / Instagram

O jornalista e ex-âncora da CNN, Don Lemon, foi preso nos Estados Unidos sob suspeita de envolvimento em um protesto contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

O protesto ocorreu no início de janeiro e reuniu dezenas de manifestantes, que interromperam um culto na igreja Cities, em St. Paul, Minnesota, para criticar as ações do ICE contra estrangeiros em território americano.

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De acordo com a CNN dos Estados Unidos, emissora onde Lemon trabalhou até 2023, o jornalista afirmou que estava presente na manifestação para realizar cobertura jornalística, e não como participante do protesto.

A prisão ocorreu na noite desta quinta-feira (29), enquanto Lemon estava no saguão de um hotel em Beverly Hills, onde se preparava para cobrir o Grammy Awards.

Ataque à Primeira Emenda

Segundo o advogado de Lemon, Abbe Lowell, a detenção representa um “ataque sem precedentes à Primeira Emenda” da Constituição dos EUA, que garante liberdades fundamentais dos cidadãos contra a interferência do governo.

“Don é jornalista há 30 anos e seu trabalho é protegido pela Constituição. Em Minneapolis, não fez nada diferente do que sempre fez”, declarou o advogado, ressaltando que a Primeira Emenda “existe para proteger jornalistas cujo papel é revelar a verdade e responsabilizar aqueles que detêm o poder”.

Para a defesa, a prisão de Lemon seria uma tentativa de desviar a atenção das crises enfrentadas pelo atual governo, referindo-se à administração de Donald Trump.

“Em vez de investigar os agentes federais que mataram dois manifestantes pacíficos em Minnesota, o Departamento de Justiça de Trump está dedicando seu tempo, atenção e recursos a essa prisão”, acrescentou Lowell.