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EUA anunciam retirada da certificação de aeronaves canadenses, diz Trump
Presidente norte-americano ameaça tarifas e acusa Canadá de bloquear jatos Gulfstream; relações comerciais ficam abaladas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (29) que pretende descredenciar todas as aeronaves fabricadas no Canadá, em resposta à recusa de Ottawa em certificar jatos Gulfstream produzidos nos EUA.
"Considerando que o Canadá se recusou, de forma injusta, ilegal e persistente, a certificar os jatos Gulfstream 500, 600, 700 e 800, algumas das maiores e mais avançadas aeronaves já fabricadas, estamos, por meio deste documento, descertificando seus Bombardier Global Express e todas as aeronaves fabricadas no Canadá, até que a Gulfstream, uma grande empresa americana, seja totalmente certificada, como deveria ter sido há muitos anos", escreveu Trump em suas redes sociais.
Trump afirmou ainda que o governo canadense está impedindo a venda de produtos Gulfstream no Canadá por meio desse mesmo processo de certificação.
"Se, por qualquer motivo, essa situação não for corrigida imediatamente, irei impor ao Canadá uma tarifa de 50% sobre todas as aeronaves vendidas para os Estados Unidos da América", acrescentou.
O presidente norte-americano também criticou as relações comerciais do Canadá e do Reino Unido com a China, classificando-as como perigosas.
"É muito perigoso para eles [o Reino Unido] fazerem isso, e é ainda mais perigoso, eu acho, para o Canadá entrar em negócios com a China. O Canadá não está bem. Está indo muito mal, e não se pode olhar para a China como a solução", declarou Trump a repórteres mais cedo.
No último sábado (24), Trump afirmou que, se o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, "pensa que vai transformar o Canadá em um 'porto de descarga' para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado".
Em tom provocativo, Trump voltou a chamar a liderança canadense de "governador", sugerindo que o país se tornaria o 51º estado dos EUA, e ameaçou impor uma tarifa de 100% caso o Canadá finalize um acordo comercial com a China.
Na semana passada, China e Canadá anunciaram uma nova parceria estratégica após a visita de Carney a Pequim. O acordo prevê a redução das tarifas chinesas sobre a canola canadense. Em 2023, a China foi responsável por 94% das exportações canadenses do produto, segundo o Canola Council.
Por Sputnik Brasil
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