Geral
Estados Unidos anunciam tarifas sobre países que exportam petróleo para Cuba
Medida assinada por Trump mira na pressão sobre aliados de Havana e intensifica tensões regionais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (29) uma ordem executiva que autoriza Washington a impor tarifas adicionais sobre importações provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba.
"Para lidar com a emergência nacional declarada nesta ordem, determino que é necessário e apropriado estabelecer um sistema tarifário, conforme descrito abaixo. De acordo com este sistema, uma taxa adicional ad valorem poderá ser imposta sobre as importações de bens que sejam produtos de um país estrangeiro que, direta ou indiretamente, venda ou forneça petróleo a Cuba."
A ordem executiva, divulgada pela Casa Branca, faz referência a uma suposta "emergência nacional" previamente declarada por Trump.
"Agora, portanto, eu, Donald J. Trump, presidente dos Estados Unidos da América, constato que a situação relativa a Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária, que tem a sua origem, no todo ou em parte substancial, fora dos Estados Unidos, à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos e, por este meio, declaro uma emergência nacional relativamente a essa ameaça."
Entre os países impactados pela medida está o México. Na quarta-feira (28), a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o país continuará enviando petróleo para Cuba.
Segundo Sheinbaum, o petróleo chega à ilha tanto por contratos comerciais com o governo cubano quanto por meio de ajuda humanitária — esta última, segundo ela, jamais foi interrompida.
O posicionamento da presidente mexicana veio após a Bloomberg informar, com base em fontes do governo mexicano, que o México teria suspendido os envios de petróleo a Havana devido à pressão dos EUA para que cessasse o apoio à ilha.
Tensão crescente entre Havana e Washington
Desde janeiro de 2025, início do atual governo dos EUA, Havana denuncia o "agravamento" do embargo econômico, comercial e financeiro imposto por Washington há mais de seis décadas.
Após o ataque dos EUA à Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, Trump declarou que Cuba parece "pronta para cair", embora considere improvável a necessidade de ação militar.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, classificou o governo cubano como "grande problema". Após a declaração, Trump chegou a considerar a sugestão de nomear Rubio presidente de Cuba.
Já o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou neste mês que Washington não possui autoridade moral para impor um acordo à ilha, após Trump sugerir negociações entre Cuba e EUA.
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