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Bolsas de NY fecham sem direção única em meio a tensões geopolíticas e balanços de gigantes de tecnologia

Aversão ao risco impulsiona ações de petroleiras e defesa, enquanto resultados de big techs geram reações mistas

29/01/2026
Bolsas de NY fecham sem direção única em meio a tensões geopolíticas e balanços de gigantes de tecnologia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira, 29, sem direção única, refletindo a crescente aversão ao risco diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Esse cenário impulsionou as ações de petroleiras e empresas de defesa, beneficiando especialmente o índice Dow Jones.

O Dow Jones subiu 0,11%, fechando aos 49.071,56 pontos. Já o S&P 500 recuou 0,13%, aos 6.969,01 pontos, e o Nasdaq teve queda de 0,72%, encerrando aos 23.685,12 pontos.

No âmbito dos balanços corporativos, as big techs Meta e Microsoft foram destaque ao apresentarem novidades em seus projetos de inteligência artificial (IA), provocando reações divergentes no mercado.

Após o fechamento do mercado na quarta-feira, três gigantes da tecnologia divulgaram seus resultados financeiros, superando as expectativas e anunciando maiores investimentos em IA. A Meta conseguiu converter os gastos com IA em receita publicitária, mostrando desempenho sólido em seu principal negócio, segundo análise de Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote. As ações da empresa dispararam 10,4%, liderando as altas do Nasdaq. A IBM também registrou forte avanço, com alta de 5,1% após a divulgação de seus resultados.

Por outro lado, a Microsoft foi penalizada pelo crescimento abaixo do esperado em seu segmento de nuvem Azure, o que gerou insatisfação entre investidores quanto à perspectiva de novos gastos em IA. As ações da companhia caíram 10%, resultando em uma perda de mais de US$ 400 bilhões em valor de mercado, na segunda maior queda diária desse tipo na história, atrás apenas da Nvidia.

Os planos da Tesla de investir mais de US$ 20 bilhões este ano em IA avançada, robótica, veículos autônomos e armazenamento de energia foram bem recebidos pelo mercado, mas as ações recuaram 3,45% devido à queda de receita. "A relação preço/lucro da empresa agora está acima de 350. Isso é pura especulação sobre algo totalmente imprevisível", pondera Ozkardeskaya.

Com a valorização do petróleo, Chevron (+0,74%) e ExxonMobil (+2,13%) avançaram no pregão. A Lockheed Martin também teve alta de 4,23% após divulgar projeção financeira positiva para 2026 e anunciar um novo acordo de mísseis com o Departamento de Guerra dos EUA.

O dia foi marcado por forte volatilidade entre mineradoras. Acompanhando o movimento do cobre, que chegou a subir mais de 10% em determinado momento, a Freeport-McMoRan fechou em alta de 2,36%, enquanto a Newmont recuou 3,80%, refletindo a devolução dos ganhos dos metais preciosos. Já a MP Materials caiu 7,24% após a Reuters informar que o governo Trump não deve mais estabelecer preços mínimos para metais críticos.