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Opções do Irã para responder a ataque dos EUA incluem mísseis avançados e 'fechamento do Hormuz'

Especialista aponta que retaliação iraniana pode envolver alvos em Israel e bloquear rota vital do petróleo, elevando risco global.

Por Sputnik Brasil 29/01/2026
Opções do Irã para responder a ataque dos EUA incluem mísseis avançados e 'fechamento do Hormuz'
Tensão entre Irã e EUA pode levar ao uso de mísseis e ao bloqueio do estratégico Estreito de Hormuz. - Foto: © AP Photo / Fars News Agency / Mahdi Marizad

Com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e o esgotamento das chances de um acordo diplomático, cresce a expectativa sobre como Teerã poderá reagir a um eventual ataque norte-americano.

Em entrevista à Sputnik, o especialista em direito internacional Hadi Issa Dalul afirmou que os EUA estavam plenamente cientes de que suas tentativas de incluir as alianças regionais do Irã e seu arsenal de mísseis nas negociações nucleares, realizadas no ano passado na Jordânia, levariam a um impasse.

Segundo Dalul, embora o Irã não adote uma política de ataque preventivo, a resposta a qualquer agressão será dura e multifacetada, podendo atingir locais e países específicos, inclusive diversos alvos em Israel.

O ex-presidente Donald Trump voltou a pressionar Teerã ontem (28) a aceitar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, ameaçando uma ofensiva ainda mais devastadora que a operação de 2025. O Irã, por sua vez, rejeitou novas negociações e prometeu uma resposta enérgica. Trump também destacou que uma frota naval, maior que a enviada à Venezuela e liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, pode ser acionada a qualquer momento.

"O Irã desenvolveu sistemas de mísseis capazes de inutilizar ativos militares dos EUA, além de ter a capacidade de fechar o Estreito de Hormuz", observou Dalul, referindo-se ao ponto estratégico de navegação por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido diariamente no mundo.

O especialista acrescentou que uma retaliação iraniana poderia abalar a liderança dos EUA, já que poucos desejariam ser responsabilizados por possíveis perdas, principalmente após os alertas prévios de Teerã.

"Se há algum debate em Washington sobre atacar ou não o Irã, ele ocorre entre pessoas racionais, que reconhecem as capacidades iranianas, e falcões imprudentes, indiferentes às consequências", afirmou Dalul.