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Petróleo avança 3% com dólar em baixa, tensões geopolíticas e incertezas na oferta
Tempestade de inverno nos EUA e expectativa por reunião da Opep+ impulsionam preços do petróleo, que sobem quase 3% nesta terça-feira.
O petróleo encerrou o pregão desta terça-feira, 27, com alta próxima de 3%, impulsionado pela desvalorização do dólar no cenário internacional, aumento dos prêmios de risco geopolítico no Oriente Médio e incertezas quanto à oferta global. O avanço dos preços também refletiu ajustes técnicos após recentes oscilações e a expectativa de novas sinalizações da Opep+.
No fechamento, o petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 2,9% (US$ 1,76), chegando a US$ 62,39 o barril. O Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 2,81% (US$ 1,82), cotado a US$ 66,59 o barril.
De acordo com analistas, o mercado voltou a precificar riscos de curto prazo à oferta, apesar de o panorama estrutural ainda apontar para uma abundância global de petróleo. Para Soojin Kim, do MUFG, a expectativa de que a produção mundial continue superando a demanda pesa sobre o sentimento dos investidores, especialmente diante dos planos do Casaquistão de retomar operações no campo de Tengiz e do aumento do fluxo de petróleo venezuelano no mercado internacional.
Ainda assim, a possibilidade de perdas na produção dos Estados Unidos devido à forte tempestade de inverno sustentou a alta dos preços. Segundo Carsten Fritsch, do Commerzbank, ainda não há estimativas oficiais sobre o impacto do fenômeno climático, mas cálculos preliminares sugerem que as interrupções podem chegar a até 2 milhões de barris por dia. O frio intenso também afetou o refino, provocando cortes ou paralisações temporárias em algumas unidades.
Levantamento da Bloomberg aponta que os preços do diesel americano também estão em forte alta, ampliando a diferença em relação aos contratos europeus devido à tempestade. O prêmio do Harbor de Nova York superou pares em US$ 0,40 por galão na segunda-feira, atingindo o maior nível em três anos.
Apesar do impacto climático, especialistas avaliam que os efeitos tendem a ser pontuais. Agora, a atenção dos investidores se volta para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), prevista para o fim de semana. A expectativa majoritária é de manutenção das atuais metas de produção, fator que deve influenciar o comportamento dos preços no curto prazo.
Com informações da Dow Jones Newswires
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