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Ouro encerra estável enquanto prata despenca 8% após recordes e expectativa pelo Fed

Realização de lucros e incertezas sobre política monetária dos EUA pressionam metais preciosos; investidores atentos ao risco de shutdown e à sucessão no comando do Fed.

27/01/2026
Ouro encerra estável enquanto prata despenca 8% após recordes e expectativa pelo Fed
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ouro fechou praticamente estável nesta terça-feira (27), enquanto a prata registrou queda superior a 8%, em um movimento de correção após recentes recordes. A cautela dos investidores se mantém diante do risco de um novo shutdown nos Estados Unidos e do agravamento das tensões geopolíticas, fatores que antecedem a aguardada decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

Além dessas preocupações, o mercado acompanha atentamente os debates sobre a independência do Fed, especialmente com a expectativa pelo anúncio do novo presidente da instituição, previsto para maio.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou com leve alta de 0,01%, cotado a US$ 5.082,60 por onça-troy. Já a prata para março despencou 8,26%, fechando a US$ 105,957 a onça-troy.

Ainda nesta semana, espera-se que o presidente dos EUA, Donald Trump, anuncie o sucessor de Jerome Powell no comando do Fed.

Para esta quarta-feira, o mercado financeiro projeta manutenção da taxa de juros, após o corte de 25 pontos-base ocorrido em dezembro. Pouco antes do fechamento deste texto, Trump voltou a manifestar interesse em ver os juros americanos em patamares mais baixos.

O cenário político nos EUA segue no radar dos investidores, com a possibilidade de uma nova paralisação federal caso o Orçamento não seja aprovado até sábado. Segundo a plataforma Polymarket, as chances de shutdown eram de 79% por volta das 15h30 (horário de Brasília). "Os mercados agora tratam a estabilidade política como uma variável macroeconômica", afirma Nigel Green, CEO da consultoria financeira deVere Group.

Analistas do Maybank também destacam que os metais preciosos continuam sensíveis a questões geopolíticas, como o interesse de Trump em controlar minerais da Groenlândia, além de possíveis ações contra o Irã e planos envolvendo a Venezuela.

No entanto, o ouro "permanece vulnerável à realização de lucros e à volatilidade, especialmente à medida que as posições especulativas aumentam", alerta a Tradu.com.

Com informações da Dow Jones Newswires