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Ouro fecha em alta e estende rali, impulsionado por incertezas sobre Groenlândia

Metal precioso supera US$ 4.900 por onça-troy com investidores cautelosos diante de impasses geopolíticos envolvendo a Groenlândia.

22/01/2026
Ouro fecha em alta e estende rali, impulsionado por incertezas sobre Groenlândia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ouro encerrou em alta nesta quinta-feira, 22, pela terceira sessão consecutiva, ampliando o rali acima da marca de US$ 4.800,00 por onça-troy. O movimento foi impulsionado pelas incertezas geopolíticas relacionadas à Groenlândia, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter retirado a ameaça de novas tarifas contra países europeus devido à situação da ilha do Ártico.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro registrou valorização de 1,57%, fechando a US$ 4.913,40 por onça-troy.

A prata para março também apresentou desempenho positivo, avançando 4,03% e encerrando a US$ 96,37 por onça-troy.

No início do dia, o metal precioso chegou a registrar leve queda, refletindo uma sinalização de distensão entre Estados Unidos e Europa após Trump anunciar que as tarifas previstas para 1º de fevereiro não seriam aplicadas. O cenário geopolítico envolvendo o Ártico também apresentou sinais de melhora com o anúncio de uma estrutura para um possível acordo futuro sobre a Groenlândia.

Entretanto, durante a tarde, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que há limites inegociáveis para a região e negou ter conhecimento sobre detalhes do esboço de acordo mencionado por Trump e pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. "Não sei o que há de concreto sobre esse acordo com os EUA", declarou.

Segundo análise do Swissquote Bank, a alta do ouro reflete o ceticismo dos investidores em relação ao cenário geopolítico. O Goldman Sachs revisou para cima sua projeção para o ouro até o fim do ano, estimando o preço em US$ 5.400,00 por onça-troy, acima dos US$ 4.900,00 previstos anteriormente, expectativa compartilhada também pelo UBS.

No campo macroeconômico, a leitura da inflação PCE em linha com o esperado não alterou as apostas do mercado sobre possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.

De acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, o mercado aposta na manutenção dos juros em janeiro, com divisões para o horizonte até dezembro entre reduções até as faixas de 3,25% a 3,50% e 3,0% a 3,25%. Tradicionalmente, cortes nos juros tendem a favorecer o ouro.