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Ouro fecha em alta e renova recorde impulsionado por tensões geopolíticas
Escalada de conflitos no Oriente Médio e incertezas econômicas globais elevam preços do ouro e da prata, que também atinge novo recorde.
O ouro encerrou o pregão desta quarta-feira, 14, em alta e renovou seu recorde histórico, impulsionado pela intensificação das tensões geopolíticas e pelas incertezas quanto à política monetária dos Estados Unidos. O cenário de instabilidade no Oriente Médio, especialmente diante da possibilidade de uma intervenção americana no Irã, é apontado como o principal risco geopolítico do momento. Um agravamento da crise pode pressionar os preços do petróleo e, consequentemente, a inflação global. Nesse contexto, a prata também registrou forte valorização e atingiu novo recorde de fechamento.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro subiu 0,80% e fechou a US$ 4.635,7 por onça-troy. Já a prata para março disparou 5,85%, encerrando a sessão a US$ 91,385 por onça-troy.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou aos iranianos que protestavam contra o governo que "a ajuda está a caminho", sugerindo que os EUA podem adotar medidas contra o regime iraniano. Segundo estrategistas de câmbio do OCBC Group Research, a situação volátil no Irã reforça a persistência da incerteza geopolítica. "A narrativa fundamental para os metais preciosos permanece intacta", afirmam.
Após um desempenho expressivo em 2025, as perspectivas para o ouro e a prata seguem positivas para 2026, avalia Daniel Hynes, estrategista sênior de commodities do ANZ. Ele destaca que a renovação das tensões geopolíticas, as dúvidas sobre a independência do Federal Reserve (Fed) e a falta de disciplina fiscal nos EUA devem continuar sustentando os fluxos de investimento em ouro.
No caso da prata, a oferta física restrita tem provocado fortes oscilações nos preços. Embora a confirmação de uma isenção tarifária de importação nos EUA alivie parte da escassez, a persistência de um mercado com oferta insuficiente, os controles de exportação da China e a forte demanda industrial tendem a manter os preços elevados, segundo Hynes.
Com informações da Dow Jones Newswires.
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