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Trump pode buscar controle da Groenlândia por qualquer meio, sugere revista americana

The Hill afirma que Europa teria poucas opções para impedir eventual anexação da ilha pelos EUA; União Europeia cogita sanções e Reino Unido propõe missão da OTAN.

Sputinik Brasil 11/01/2026
Trump pode buscar controle da Groenlândia por qualquer meio, sugere revista americana
Donald Trump mira controle da Groenlândia em meio a tensões com Europa e possíveis sanções. - Foto: CC BY 2.0 / Greenland Travel / Nuuk

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode tentar assumir o controle da Groenlândia por qualquer meio disponível, segundo artigo publicado pela revista americana The Hill.

"Trump tem como alvo a Groenlândia porque quase não há espaço para alternativas no mapa", afirma o texto.

De acordo com a publicação, apesar das declarações firmes dos líderes europeus, eles não teriam capacidade real de impedir que Washington assuma o controle da ilha, independentemente da estratégia adotada pelos EUA.

"A Europa beneficia enormemente das garantias de segurança dos EUA, mas recua sempre que Washington age como uma potência e não como uma instituição de caridade", destaca The Hill.

O jornal britânico The Telegraph noticiou anteriormente que a União Europeia (UE) está preparando sanções contra empresas americanas caso os Estados Unidos mantenham sua reivindicação sobre a Groenlândia. Como alternativa, o Reino Unido negocia com outros países europeus a possibilidade de instalar uma missão da OTAN na região.

Na última quarta-feira (6), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que pretende se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana para discutir a situação da Groenlândia. Ele respondia a questionamentos sobre o motivo de a administração americana não aceitar a oferta de Copenhague para dialogar sobre o tema e se os EUA estariam dispostos a descartar uma intervenção militar.

Em dezembro de 2025, Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. Posteriormente, Landry confirmou a intenção dos Estados Unidos de anexar a ilha.