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NASA revela vídeo impressionante da expansão dos restos da supernova Kepler

Timelapse mostra, ao longo de 25 anos, a movimentação dos fragmentos estelares a 17 mil anos-luz da Terra

10/01/2026
NASA revela vídeo impressionante da expansão dos restos da supernova Kepler
Vídeo da NASA mostra, em 25 anos, a expansão dos restos da supernova Kepler a 17 mil anos-luz da Terra. - Foto: © NASA

A NASA divulgou um vídeo em timelapse que revela, com detalhes inéditos, a expansão dos restos da supernova Kepler, localizada a cerca de 17 mil anos-luz da Terra.

O material foi produzido ao longo de 25 anos a partir de dados do observatório orbital de raios X Chandra, além de imagens ópticas captadas pelo telescópio Pan-STARRS, no Havaí. O timelapse permite acompanhar, em poucos segundos, eventos que ocorrem lentamente ao longo de décadas.

O observatório Chandra registrou os restos da supernova Kepler – detectados pela primeira vez por astrônomos em 1604. O vídeo reúne dados de raios X obtidos nos anos de 2000, 2004, 2006, 2014 e 2025, segundo informações do site da NASA.

Remanescentes de supernovas, como o da Kepler, são nuvens de matéria resultantes da explosão de estrelas e despertam grande interesse de astrônomos e astrofísicos. Esses fenômenos ajudam a medir a velocidade de expansão do Universo, sendo a velocidade de expansão desse remanescente um dos focos do estudo.

Ao analisar as alterações do objeto ao longo de 25 anos, os cientistas conseguiram medir a velocidade e a direção do deslocamento de diferentes partes da nuvem. Os fragmentos mais rápidos atingem cerca de 2% da velocidade da luz – aproximadamente 22,2 milhões de quilômetros por hora – visíveis na parte inferior da imagem. Já as regiões mais lentas, localizadas na parte superior, movem-se a 0,5% da velocidade da luz, ou cerca de 6,4 milhões de quilômetros por hora.

A NASA destaca que a diferença significativa nas velocidades dos fragmentos está relacionada à densidade desigual da matéria ao redor da supernova. Essa descoberta oferece pistas valiosas sobre a dinâmica e o mecanismo da explosão estelar.

Por Sputnik Brasil