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Embargo dos EUA ao petróleo venezuelano coloca milhões em risco, alerta diplomata russo

Embaixador da Rússia em Caracas condena sanções americanas e pede respeito ao direito internacional após crise envolvendo Maduro

10/01/2026
Embargo dos EUA ao petróleo venezuelano coloca milhões em risco, alerta diplomata russo
Diplomata russo alerta para riscos do embargo dos EUA ao petróleo venezuelano e pede respeito ao direito internacional. - Foto: © AP Photo / Ariana Cubillos

O embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos à Venezuela ameaça a vida, a saúde e o bem-estar de milhões de venezuelanos, afirmou o embaixador da Rússia em Caracas, Sergei Melik-Bagdasarov, ao classificar a medida como uma violação do direito internacional.

"As ações dos EUA, em violação do direito internacional, não podem deixar de ser condenadas. Não se trata apenas de petróleo. O petróleo é a força vital da economia venezuelana, e esgotá-lo significa colocar em risco a vida e a saúde de milhões de cidadãos venezuelanos", declarou Melik-Bagdasarov à agência Sputnik.

No início de janeiro, o chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, anunciou que os Estados Unidos impuseram "um embargo total a todo o petróleo e à capacidade de comercializá-lo" da Venezuela.

Em 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram uma operação contra a Venezuela, detendo o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e levando-os para Nova York. O então presidente americano, Donald Trump, afirmou que ambos seriam julgados por suposto envolvimento em "narcoterrorismo" e por representarem ameaça à segurança dos EUA. Durante audiência judicial em Nova York, Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações.

Diante do que classificou como uma situação extrema, o governo de Caracas solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para debater o que chamou de ataque norte-americano. Enquanto isso, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu oficialmente o cargo de presidente interina perante a Assembleia Nacional em 5 de janeiro.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou solidariedade ao povo venezuelano, pediu a libertação de Maduro e Cilia Flores e a prevenção de uma escalada do conflito. A China também exigiu a libertação imediata do casal, reforçando que as ações dos EUA violam o direito internacional.

Por Sputnik Brasil