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Indústria do plástico amplia oportunidades de exportação com acordo Mercosul-União Europeia

Setor vê diversificação de mercados como alternativa às tarifas impostas por Estados Unidos e China

09/01/2026
Indústria do plástico amplia oportunidades de exportação com acordo Mercosul-União Europeia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

José Ricardo Roriz, presidente da Abiplast, associação que representa a indústria do plástico, avaliou como muito positiva a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia. Para ele, o entendimento amplia os destinos das exportações brasileiras em um cenário de tarifas mais altas impostas por Estados Unidos e China.

Segundo Roriz, o acordo, que recebeu hoje sinal verde da União Europeia para ser assinado, traz benefícios diretos ao setor, já que todos os produtos exportados, inclusive agrícolas, dependem de embalagens plásticas.

"O Mercosul é um mercado muito fechado. O fato de abrir um pouco mais o mercado para a Europa é positivo, principalmente porque temos uma tradição comercial com o continente europeu. A indústria brasileira segue, inclusive, padrões de produção bastante alinhados aos europeus", afirma o executivo. "A avaliação geral é positiva. Precisamos abrir o mercado e buscar alternativas para ampliar nosso comércio", acrescenta.

Roriz pondera que produtos agrícolas e minerais — responsáveis por quase três quartos das exportações brasileiras para a Europa — enfrentaram várias restrições para viabilizar o acordo. Em contrapartida, o Mercosul abrirá espaço para a entrada de produtos europeus de alto valor agregado, como máquinas, produtos químicos e farmacêuticos, o que pode dificultar a produção desses itens no Brasil.

Ainda assim, o presidente da Abiplast considera que o saldo do acordo é positivo, principalmente diante da necessidade de reduzir a dependência do comércio com a China, que impôs uma tarifa extra de 55% sobre importações de carne bovina acima de determinada cota, e com os Estados Unidos, onde tarifas elevadas continuam impactando produtos brasileiros. "Essa abertura de mercado é positiva porque oferece mais alternativas para exportarmos nossos produtos", conclui Roriz.